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| SPRING CONVENTION EM NOTÍCIAS |
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| Spring Convention termina com promessas ousadas para 2007 |
Fim de festa. A Spring Convention nesta quarta-feira começa a esvaziar. No período da manhã, as atrações foram os cinco workshops – cada um com a presença de cerca de 30 pessoas. A Trade Exposition e o Leasing Mall ainda permanecem com algum movimento, mas modesto quando comparado ao frenesi dos dois dias anteriores.
Para os organizadores, o dia traz um misto de satisfação – pelo sucesso obtido; nostalgia – por estar acabando; e expectativa – porque, daqui para frente, o será organizar a próxima edição com grandes desafios. Uma promessa feita pelo presidente Michael Kercheval, por exemplo, foi ampliar o Leasing Mall em cerca de 50 mil metros quadrados (!!!). A área da Trade Exposition também devera crescer 30%. Para quem não participou nesse ano, e mesmo para quem esteve por aqui, a dica é preparar o passaporte.
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| Destaques inesperados no segundo dia da Spring Convention |
No segundo dia de plenárias da Spring Convention, o público passava, logo cedo, já excitado, por um corredor em direção às sessões simultâneas – eram quatro as opções, de acordo com a programação – mas, no caminho, o salão principal,vazio, assistia em silêncio uma voz empostada no palco. Até parecia uma alternativa mal sucedida, mas - quem diria? - era o ensaio de uma palestra posterior. Aliás, não uma qualquer – a voz era de Michael Tchong, renomado analista de tendências do varejo que, pouco antes do almoço, comandou a entrega dos prêmios do ICSC aos lojistas vencedores do 4 th Annual Hot Retailers Awards.Ele apresentou um por um, descrevendo um pouco da magia e da ciência que os fez vencedores. Um bom aperitivo.
Depois do almoço, outra surpresa agradável: no palco ocupado por uma mesa comprida, com todos os membros do Board of Trustees do ISCS, despontou Carly Fiorina, Former CEO da Hewlett-Packard, com um discurso firme – de virar a mesa – sobre o medo e a resistência que todos nos temos em relação às mudanças. “é preciso vencer essa dificuldade para se adaptar às mudanças e para criar alguma coisa nova', defendeu.
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| Abrasce é prestigiada no evento |
Depois de ter o nome de seu presidente, Paulo Malzoni Filho, e do diretor executivo, Luiz Fernando Pinto Veiga, mencionados no brunch de domingo, que inaugurou a Spring Convention, a Abrasce, nesta terça-feira, também pode se orgulhar pela presença de Marcelo Carvalho, Vice-Presidente do Conselho Deliberativo, na mesa do Board of Trustees do ICSC, que ocupou o palco principal do evento, após o almoço. Cada um dos membros foi apresentado e, em seu discurso, o presidente Michael Kercheval os responsabilizou pela difusão dos conceitos do ISCS pelo mundo afora.
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| Loja de chá e centro de massagens estão entre os varejistas premiados pelo ICSC |
Foram cinco os varejistas vencedores no 2006 Hot Retailer Award, prêmio criado pelo ISCS para destacar as operações mais desejadas pelos shoppings americanos. E, como o varejo tem lançado conceitos a cada dia mais inovadores, era de se esperar algum case diferenciado. Pois não deu outra: uma loja de chá – a Teavana – é atualmente um fenômeno disputados pelos shoppings centers.
A rede surgiu em 1997 e hoje conta com 34 lojas nos Estados Unidos e uma no México. É uma mistura de empório e bar – oferece 100 tipos de chás. Os clientes entram para beber, adquirir para consumo próprio e também como presente. A loja criou embalagens um tanto atrativas.
Outra operação diferenciada que mereceu premio do ISCS foi a Massage Envy – que oferece massagens terapêuticas. Com apenas quatro anos de atividade, a rede conta com 95 clínicas e 255 franquias em 29 estados americanos.
O segmento de petshop – que cresce, praticamente no mundo todo - teve como destaque a Muttropolis, que vende os mais luxuosos produtos para cães e gatos: brinquedos, produtos naturais e “diet”, bijuterias e vários outros supérfluos que deixam os “pais” encantados.
Também foi premiada a rede de moda jovem feminina Justice – Just for Girls, que acertou em cheio no seu projeto de comunicação e marketing, atingindo com exatidão o público focado – meninas adolescentes, com preferências facilmente identificáveis.
E ainda a City Trends Fashion for Less mereceu o Hot Retailer Award, pelo trabalho de reposicionamento feito em 2001, quando lançou o novo nome e a campanha “Preço baixo todo dia”. A rede conta com 200 lojas.
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| Leasing Mall – um centro de convenções fumegante (23/05) |
Do lado de fora, o calor dos farenheits da primavera em Las Vegas; do lado de dentro, refrigeradores de alta potência garantem temperatura baixa, mas o clima é fervoroso no Leasing Mall, por conta de uma movimentação frenética de 40 mil pessoas, tentando explorar cada um dos 120 mil metros de puro business. Saem fumaças dos cérebros. Estão todos trabalhando. São executivos de empresas relacionadas ao mercado de shopping centers – um espectro amplo; mais ainda quando se considera um mercado global: é gente do mundo inteiro.
Ao contrário das feiras com que estamos acostumados, onde as fotos registram sorrisos e poses de grupos de executivos com seus ternos e seus drinks, aqui eles se espalham pelo chão, sentados nos corredores acarpetados, com seus ternos e seus notebooks. Trabalham. Quando de pé, circulam ao celular. Não param; não tem tempo. Almoçam sanduíches e bebem sucos em copos de plástico nos intervalos ou nas próprias reuniões, que acontecem, uma após outra, nas quase cem empresas reunidas nesse imenso centro de convenções. Sim, ocupando estandes ou salas de, no mínimo, cem metros quadrados, são réplicas muito próximas do que já se pode chamar de empresa. O que se vê em todas elas são equipes absortas em torno de papeis - projetos, plantas – e equipamentos - agendas eletrônicas, celulares, computadores. Dali saem, segundo levantamentos do ISCS, pelo menos 25% dos contratos de locação de todos os shopping centers.
Não é a toa que, desde a primeira edição, em 1982, participam, todo ano, os mais importantes empreendedores do setor – Simon Property Group, CBL Associates Properties, General Growth Properties e Forest City Enterprises. Ao lado destes gigantes tradicionais, os novatos na feira – Marble Slab Creamery, Kinko'sFedX, Blockbuster, National Stores, TaMolly Mexican Restaurantes – eles eram os primeiros de uma fila que deixou muitas empresas de fora desta edição, por falta de espaço. Além destes, o Leasing Mall teve cerca de outras 70 empresas participando pela primeira vez.
Fora os empreendedores, varejistas e fornecedores, o setor público tem marcado forte presença: na edição de 2005, foram 48 os exibidores desse setor; nesse ano, são 55.
O ISCS informa também que cerca de 60% do faturamento anual de algumas empresas é, de alguma forma ocasionado por conta da participação no Leasing Mall.
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| Toda atenção aos mercados emergentes (23/05) |
Com o mercado americano saturado de shopping centers e poucos empreendimentos em construção anualmente, é justificável o interesse despertado pela sessão que debateu “Ferramentas para desenvolver com sucesso o varejo em mercados pouco abastecidos” – uma das mais concorridas da Spring Convention, no período da manhã nesta terça-feira.
Seis palestrantes, moderados por Rebecca Maccardini, falaram sobre os principais desafios de ser pioneiro em diferentes praças e destacaram, entre eles, o de convencer os varejistas a investir nestes mercados. “Temos que provar para o lojista que ele deve investir; que vai valer a pena. Isso é bastante difícil. Que garantia podemos dar de que vai ser bom?”, lamentou a moderadora.
Foram apresentados desde cases em subúrbios – como um empreendimento no Bronx, em Nova York – até projetos em países com a economia em desenvolvimento. Sobre os primeiros, Teodore Amenta, Presidente da A&Co, em Nova York, comentou que “o público dos subúrbios sabe o que quer e compara o que tem com o que gostaria de ter”. No segundo caso, foram mencionados o Brasil e a India, onde, segundo os palestrantes, a qualidade do varejo é excepcional. Além da propaganda, na avaliação de Maccardini, são importantes as parcerias com os varejistas – “eles, as vezes, precisam de um guia”, disse ela.
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| Multiuso e lifestyle novamente em debate (23/05) |
Os questionamentos não se esgotam: em duas sessões simultâneas, no período da tarde desta terça-feira, os participantes da Spring Convention voltaram a debater os conceitos de shoppings de uso múltiplo e lifestyle centers. E mais uma vez a questão dos estacionamentos tomou conta do debate.
Sob a batuta do moderador Alan Beaudette, Vice-Presidente do Lowe Enterprises Real Estate Group, foram apresentados e comentados vários projetos. Alguns mostravam carros estacionados e circulando harmonicamente por entre os blocos de lojas, escritórios e residências. Outros incluíam transporte alternativo – como pequenos bondes – como opção para o trajeto interno. Falou-se também da possibilidade de estacionamentos no interior ou no subsolo dos blocos de lojas – estando próximo das lojas, mas sem prejudicar o fluxo e o layout. E ainda foram apresentados vários projetos com layout eficiente dispondo as áreas de estacionamento em todo o entorno dos empreendimentos, com áreas adequadas a demanda das lojas próximas.
Os palestrantes concordaram que as áreas residenciais devem ser mais afastadas, mas, no restante, sobrou a conclusão de que “ o layout ideal nunca acontece – quando você inaugura o empreendimento, começa a ver os erros”. Segundo eles, no entanto, o importante é “dar ao consumidor uma razão para ir no local”.
Também foi destacada no painel a importância de se certificar dos aspectos legais a que estão submetidos os projetos de uso múltiplo – “restaurantes, por exemplo, costumam ser problemáticos por conta do barulho”. Outro alerta feito foi referente à desproporção entre as operações.
Por fim, questionou-se bastante a formação dos empreendedores de um projeto multiuso. Todos concordam que são expertises diferentes e que o responsável pelo empreendimento residencial não deve ser o mesmo que o do shopping e dos escritórios. Mas qual a relação ideal? Para Lee Wagman, CEO do The Martin Group, de Santa Monica (CA), uma joint venture é o mais indicado para selar a parceria entre os empreendedores. Outros palestrantes não concordaram e acreditam que há outras formas de contrato para garantir as responsabilidades e as influências de cada parte.
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| Prefeitos defendem benefícios fiscais e doações de terrenos (22/05) |
As sessões plenárias começaram com a apresentação dos prefeitos das cidades de Kansas, Columbus, Atlanta, Las Vegas, Boston, Virginia Beach, Long Beach, Baltimore, Akron, Marion, St. Louis, Westfield e Washington.
O tema em debate – abordado sob os mais diversos aspectos - foi a importância da parceria entre os setores público e privado. Nesse ano, a discussão ganhou tópicos instigantes, pois, além de agilizar processos para a instalação de novos empreendimentos comerciais, construir obras no entorno e ajustar a infra-estrutura urbana – com a extensão de redes de energia elétrica, por exemplo -, o setor público agora arregaça ainda mais as mangas para atrair investidores: o incentivo fiscal – representado pelas novas TIFs (Tax Increment Financing) e a doação de terrenos (por vezes desapropriados da esfera privada) foram medidas debatidas e elogiadas pelos prefeitos.
Eles também fizeram questão de ressaltar que estão abertos para receber propostas mas que esperam também uma certa flexibilidade por parte dos investidores. “Os investidores serão mais bem sucedidos quando chegarem com um conceito, uma idéia, mas não com tudo definido”, destacou Kay Barnes, prefeita de Kansas City (MO). “ Nós procuramos parceiros, Vocês nos apresentam bons projetos e nós somos os políticos. Mas nós entendemos do negócio e dos processos e vocês devem nos ver não somente como políticos mas também como visionários”.
Shirley Franklin, outra presença feminina no debate, contou que Atlanta tem recebido um número extraordinário de jovens, sobretudo vindos dos subúrbios, e que a cidade precisa continuar concentrando empregos para essa população.
O prefeito de Baltimore, Martin O'Malley fez coro justificando a concessão de benefícios à iniciativa privada em empreendimentos comerciais. “O varejo é só uma parte; nós também investimos em habitação, segurança, transporte”, completou.
Bervely O'Neill, prefeita de Long Beach, destacou, por sua vez, a transparência com que tem sido feitas as parcerias público-privadas: “nos conversamos cada vez mais com as comunidades, entendemos suas demandas e explicamos os projetos propostos. O público está ficando mais sofisticado”, disse ela, sendo apoiada pelo prefeito de Baltimore.
Os prefeitos também contaram que a população fica satisfeita – e as críticas “entram pelo ralo” – quando se conclui um projeto de sucesso com financiamento público.
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| Bucksbaum é o novo chairman do ICSC (22/05) |
A passagem do bastão foi feita com grande troca de elogios. Michael Kercheval, presidente e CEO do ISCS,destacou que a nomeação de Jonh Bucksbaum como Chairman marca uma nova etapa do ICSC e de toda a indústria de shopping centers”. “Como a indústria de shoppings rapidamente se expandiu para mercados internacionais emergentes, enfrentamos agora novos desafios. A experiência de John o faz qualificado para articular e guiar esse processo como um líder no mundo”, disse Kercheval.
Antes, porém, uma grande homenagem foi prestada a Charles Grossman, a quem Bucksbaum esta sucedendo. Seu desempenho, sobretudo na condução dos programas educacionais do ICSC, foi reconhecido e destacado no discurso de Kercheval e o próprio Charles declarou “nunca ter ouvido palavras tão amáveis”. Ele também ressaltou que com a globalização e as mudanças do consumidor em cada um dos diferentes países, o conhecimento amplo de John Bucksbaum terá grande importância na condução dos projetos do ICSC.
John Bucksbaum é CEO da General Growth Properties, um dos maiores grupos empreendedores de shoppings do mundo, com um portfólio de mais de 200 empreendimentos em 44 países. Com formação na área de economia, pela Universidade de Denver, no Colorado, ele acumula títulos importantes no Urban Land Institute, National Association of Real Estate Investment Trusts, National Realty Roundtable e University of California Real Estate Center. Também é diretor do LaSalle Bank.
Ainda, como esportista, exibe distintivos da United States Ski & Snowboard Team Foundation, USA Cicling Development Foundation e World T.E.A.M Sports.
Bucksbaum é o 47º chairman do ICSC e exerce mandato por 2006-2007.
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| Steve Wynn e o prazer em promover o bem-estar (22/05) |
A pronúncia do seu nome faz pensar em vitória e é mesmo com ar de vitorioso - e muitos motivos para tal – que Steve Wynn se apresenta. Maior investidor em resorts em Las Vegas – tendo inaugurado no ano passado o mais moderno deles, com o seu sobrenome – Wynn foi o palestrante que entreteu o público da Sprig Convention no horário do almoço desta segunda-feira.
Ele falou com entusiasmo do que sempre lhe causou entusiasmo: promover o bem-estar, o conforto e o lazer para as pessoas.
Sócio no Caesars Palace – um dos primeiros grandes resorts de Las Vegas – em 1971, ele investiu no Golden Nugget, abriu a unidade de Atlantic City, em 1980; vendeu-a por cento e quarenta milhões de doláres e construiu, em 1989, outro grande destaque entre os resorts de Las Vegas, o Mirage, com três mil suítes – o maior da cidade. Depois, ergueu o Treasure Island e o Bellagio. Seus empreendimentos motivaram outros grupos a também investir e fazer de Las Vegas o que é atualmente – o maior destino para convenções do mundo e um dos mais procurados também para férias.
“Eu faço o que gosto de fazer – promovo para as pessoas aquilo que eu gostaria para mim. Minha grande experiência é sensibilizar as pessoas”, disse com simplicidade, na palestra da Spring Convention. “É fácil imaginar o que as pessoas querem nas suas férias – bons serviços, boas compras, bons restaurantes, bons spas. Então, o que eu proponho é tudo isso reunido, numa experiência que se torne única para a pessoa”, completou.
A proposta simples na definição de Wynn dependeu, no entanto, de grande determinação para se tornar realidade e essa é outra característica do empreendedor: “quando eu tenho uma idéia faço questão de que ela se transforme num sucesso”, afirmou.
Sem negar o interesse comercial – “o dinheiro transformou a minha vida, obviamente” – Steve Wynn afirmou também a necessidade de uma preocupação social por parte dos investidores. “ Nós não podemos fazer nada que cause danos ao meio ambiente e a população. Minha opção por trazer um pouco de natureza para o projeto do Wynn Hotel partiu desse pensamento. Fazer o bem é a minha forma de ser feliz”.
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| Lifestyles – a grande interrogação permanece (22/05) |
Que é a tendência maior da indústria de shopping centers, não há dúvida – há alguns anos que o termo lifestyle é um dos mais pronunciados nas rodas de executivos do setor e sempre em tom altivo. Mas o que significa exatamente? Como se traduz na prática? Quais os requisitos para que um empreendimento seja classificado como um lifestyle center? Quem tem a dúvida pode ficar certo de que ela não é restrita e nem dos americanos – de onde partem em grande parte os conceitos da indústria de shopping centers – está longe.
O tema foi a atração para uma das sessões simultâneas mais concorridas na tarde desta segunda-feira na Spring Convention. Ian Thomas, chairman da Thomas Consultants e membro do ISCS Trustee, moderou o debate junto a cinco empreendedores com projetos bem sucedidos caracterizados como lifestyles – shoppings abertos, com mall entremeado por ruas, mix carregado de opções de conveniência e muitos espaços de convivência – sobretudo ao ar livre.
Ele começou listando as grandes mudanças no varejo que deram origem ao conceito dos lifestyles: “nos evoluímos do uso singular para o uso múltiplo; do propósito singular para o multipropósito; de dentro para fora; do contemporâneo para o tradicional; do demográfico para o psicográfico; de um padrão de receita baseado no aluguel para uma miscelânea de receitas; do nomâde para o uso parasita”.
Yaromir Steiner, CEO da Steiner and Associates, com projetos de lifestyles em Columbus (OH), foi o primeiro a explicar a origem do conceito: “o americano costuma dividir o varejo em áreas, zonas, e essa não é uma boa forma para se recriar os centros urbanos, que precisam do uso misto. Então, nós estamos voltando ao começo, às propostas iniciais dos shoppings – é simples; estamos retornando”, disse.
Simples, mas pairaram questões: como é a ancoragem de um lifestyle center ? As âncoras são necessárias? Pode-se criar um lifestyle com as chamadas bix boxes stores? Elas tornam o projeto mais econômico? Daniel McCaffery, presidente da McCaffery Interests, investidora em Chicago (IL), lembra que inicialmente surgiram shoppings onde já existiam grandes âncoras; depois veio a necessidade de incluir estas grandes lojas nos projetos, pois do lado de fora elas representavam concorrência – “ o inimigo muda; esse mercado é muito dinâmico. O melhor design é aquele que ainda não foi feito”, disse ele.
Os estacionamentos também renderam bom debate na sessão: como adaptá-los a projetos que tem a conveniência como ponto chave? “A pessoa que vai comprar um remédio não pode ter que parar longe e pagar pelo estacionamento”, ponderou Ian. ‘E benefício ou é necessidade?”
Que não há como oferecer estacionamento gratuíto, houve unanimidade. “Eles ocupam muito espaço e exigem investimentos, sobretudo para garantirmos segurança”, disse Kemper Freeman, Presidente do Bellevue Square Managers e ex-Chairman do ICSC.
“Isso não é o que define se um empreendimento vai ser feito ou não – é adaptável. As pessoas hoje em dia vão ao cinema por duas horas e pagam o estacionamento só para isso”, ponderou Chuck Stilley, presidente do AMC Realty (AMC Theatres) e membro do ICSC Trustee.
Yaromir encerrou a questão lembrando que há toda uma montagem estratégica dos estacionamentos, considerando as operações de um projeto: “o estacionamento dos cinemas e dos escritórios pode ser o mesmo, pois são atividades complementares” exemplificou. “Pode-se criar um estacionamento separado para as operações de conveniência. E questão de se estudar a concentração em determinadas áreas e horários”.
Outra dúvida levantada por Ian Thomas foi a correlação entre projetos de uso múltiplo e lifestyle. Os debatedores afirmaram que a grande tendência é a de empreendimentos que reúnam escritórios, shoppings e residências ou hotelaria. “Antigamente, considerávamos que cada um destes empreendimentos em separado é mais rentável, mas, hoje, precisamos que um ajude o outro e a sinergia é muito grande”, disse Donald Provost, da Alberta Development Partners, em Englewood (CO), sendo complementado por Kemper: “a reunião de usos diversos contribui inclusive para aliviar a sazonalidade característica de algumas operações. Por outro lado, temos que considerar que nestes projetos são três as chances de se perder, pois todos os três empreendimentos – escritírios, residência/hotel e shopping - tem que dar certo; se um for mal, comprometera o conjunto”.
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| Trade Exposition reúne mais de 330 empresas (21/05) |
Ainda empolgados com a palestra do ex-presidente Americano Bill Clinton na abertura oficial da Spring Convention 2006, os participantes se dirigiram à Trade Exposition, com estandes de mais de 330 empresas prestadoras de serviços para o setor de shoppings nas áreas de finanças; comunicação, propaganda e marketing; arquitetura e engenharia; computação; análise de Mercado; design, mobiliário e decoração; equipamentos ; segurança; entre outros.
Segundo os organizadores, a mostra conta este ano com 26 novos expositores – entre eles, o Citibank Commercial Real Estate Group - e a lista de empresas para participar da feira deixou ainda muitas grandes corporações de fora.
Uma área da Trade Exposition que cresceu bastante – de 48 participantes no ano passado para 58 este ano – foi o Public Setor Showcase, que reúne agências de desenvolvimento dos estados e municípios mostrando atrativos locais para novos investimentos.
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| Preocupação social é foco de Bill Clinton na palestra inaugural da Spring Convention (21/05) |
Foi aberta, oficialmente ontem, domingo, às 13:30, a 48ª edição da Spring Convention - maior evento da indústria de shopping centers no mundo, que este ano, reúne mais de 46 mil participantes.
E, para atender a grande expectativa do público que lotou o Las Vegas Convention Center, na sessão inaugural, nada menos do que o pronunciamento do ex-presidente americano Bill Clinton.
Em cerca de uma hora, Clinton abordou os mais diversos assuntos em debate no mundo atualmente – falou sobre a globalização, sobre a questão energética, sobre os desafios para superar o desastre causado pelo furacão Katrina, sobre o destaque da China no cenário mundial, sobre a economia americana e focou toda a sua palestra na preocupação com o desenvolvimento social e o futuro das novas gerações.
Com muito bom humor e carisma, o ex-presidente também não deixou de comentar sua atuação a frente do governo americano – disse que foi o grande impulsionador, o maior aliado e parceiro da indústria de shopping centers, pois, ao longo de sua gestão, a economia americana teve índices de crescimento bastante elevados e a população contou com bom poder aquisitivo, podendo gastar mais nos shoppings.
Clinton falou sobre os esforços para reconstruir cidades destruídas pelo furacão Katrina e da importante campanha de colaboração que sensibilizou o mundo. Assim, ele no discurso sobre a responsabilidade social. Especificamente para o setor de shoppings, o ex-presidente recomendou que, mais do que o interesse no crescimento do número de unidades e no desempenho de vendas, deve haver a preocupação com o desenvolvimento de sociedades que possam desfrutar dos benefícios oferecidos pelos shoppings.
Sobre o processo de globalização, Clinton destacou a “importância de se garantir e promover a segurança” no mundo. “Nos não sabemos do futuro, mas podemos pensar e planejar – onde as pessoas estarão nos próximos cinco ou dez anos?”.
Desenvolver projetos energeticamente sustentáveis foi outra indicação do ex-presidente para o setor de shopping centers. Clinton disse que as mudanças climáticas são a maior ameaça para o mundo nos próximos trinta anos e que todos devem estar atentos as suas possíveis conseqüências. No que diz respeito à energia, defendeu a adoção de novas tecnologias, mais eficientes.
O ex-presidente americano foi aplaudido de pé pela platéia de mais de cinco mil pessoas. Na saída, ainda acenou de dentro do carro oficial, passando em meio ao publico que, então, se dirigia a Trade Exposition.
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