Ano 28 - N. 143 - Mar 2008

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PALAVRA DO EDITOR

Editorial

Energia é insumo básico para qualquer tipo de negócio, seja ele serviço, indústria, agricultura ou comércio. Sem energia, a economia para. É questão estratégica, da maior importância. Mais uma vez, os empresários brasileiros viram-se encurralados entre a má gestão do sistema energético e a falta de chuvas. Depois do grande susto de 2001, muitos pensavam que o fantasma do contingenciamento seria definitivamente afastado. Ao que tudo indica, ainda não foi.

Representantes do governo afirmam que a pouca quantidade de chuvas do final do ano passado estava dentro do planejamento. Que, por isso, não há necessidade de racionamento, que hoje as condições são muito diferentes das de há sete anos e que investimentos estão sendo realizados em geração nova e transmissão. Tudo para fazer com que o País siga crescendo.

Analistas independentes concordam que a situação melhorou desde a “Crise do Apagão”, mas apontam atrasos importantes em projetos essenciais para a sustentabilidade energética do Brasil, a médio prazo. Os mais contundentes apontam possíveis problemas, já em 2010.

A entrevista e a matéria de capa desta edição são sobre esse tema. Se, por um lado, elas indicam que o perigo de faltar energia parece afastado, pelo menos em 2008, por outro chegam à conclusão de que as tarifas de energia, que subiram muito acima da inflação nos últimos anos, continuarão a seguir essa tendência.

Os reflexos disso na realidade dos shoppings podem ser medidos pelas respostas de alguns associados a uma sondagem da Abrasce. Os custos de energia chegam a quase 27% do total das taxas condominiais. Com ou sem racionamento, vale a pena pensar no assunto.

Boa leitura,

Os Editores