Editorial
Energia é insumo básico para qualquer tipo de negócio,
seja ele serviço, indústria, agricultura ou comércio.
Sem energia, a economia para. É questão estratégica, da
maior importância. Mais uma vez, os empresários
brasileiros viram-se encurralados entre a má gestão do
sistema energético e a falta de chuvas. Depois do grande
susto de 2001, muitos pensavam que o fantasma do
contingenciamento seria definitivamente afastado. Ao que
tudo indica, ainda não foi.
Representantes do governo afirmam que a pouca quantidade
de chuvas do final do ano passado estava dentro do
planejamento. Que, por isso, não há necessidade de
racionamento, que hoje as condições são muito diferentes
das de há sete anos e que investimentos estão sendo
realizados em geração nova e transmissão. Tudo para
fazer com que o País siga crescendo.
Analistas independentes concordam que a situação
melhorou desde a “Crise do Apagão”, mas apontam atrasos
importantes em projetos essenciais para a
sustentabilidade energética do Brasil, a médio prazo. Os
mais contundentes apontam possíveis problemas, já em
2010.
A entrevista e a matéria de capa desta edição são sobre
esse tema. Se, por um lado, elas indicam que o perigo de
faltar energia parece afastado, pelo menos em 2008, por
outro chegam à conclusão de que as tarifas de energia,
que subiram muito acima da inflação nos últimos anos,
continuarão a seguir essa tendência.
Os reflexos disso na realidade dos shoppings podem ser
medidos pelas respostas de alguns associados a uma
sondagem da Abrasce. Os custos de energia chegam a quase
27% do total das taxas condominiais. Com ou sem
racionamento, vale a pena pensar no assunto.
Boa leitura,
Os Editores
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