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Congressos
 
6º Congresso de Shopping Centers

Boas perspectivas para quem participou da VI Exposhopping (16/08/2000)
Foram três dias de muitos contatos comerciais promissores. Esta foi a avaliação unânime dos participantes da VI Exposhopping, a feira que reuniu estandes de 31 empresas empreendedoras, administradoras e fornecedoras de serviços para o setor de shopping centers.
Quem esteve pela primeira vez não se arrependeu. "Já queremos garantir a nossa presença na próxima", disse Fernando Nogueira, gerente comercial da Proen Engenharia, empresa de manutenção. "No aspecto quantitativo, recebemos aqui o público que esperávamos. E no aspecto qualitativo fomos muito bem surpreendidos: é um público muito especializado, são todos clientes em potencial."
Para os veteranos na feira, como a empresa Cipolatti&Cipolatti, que participa da Exposhopping desde a sua primeira edição, a avaliação também foi muito positiva: "Isso para nós é um ponto de encontro extremamente importante. É a oportunidade de rever clientes e reforçar relacionamentos. Isso é fundamental num setor que está crescendo como o de shoppings - as mesmas pessoas estão a cada dia envolvidas em novos projetos, o que significam novas oportunidades de trabalho para todos que vêm aqui expor seus produtos e serviços", comentou a diretora da empresa, Conceição Cipolatti.
Para alguns expositores, a Exposhopping funcionou como um complemento muito adequado ao conteúdo das palestras apresentadas no Congresso. Foi o que destacou, por exemplo, a diretora da Richard Ellis, Donata Luiza: "Esta edição da feira esteve melhor que as anteriores, pois, além de recebermos um número maior de participantes, este público hoje é composto por empresários muito mais preocupados em se profissionalizar. Eles prestam atenção ao que ouvem nas palestras e procuram na feira os parceiros que poderão lhes ajudar. Nós pudemos divulgar vários tipos de serviços da nossa empresa, não só para shopping centers".
Também o diretor da Magic Games, Douglas Braojos, comentou que o foco das palestras incrementou a visitação do seu estande: "falou-se muito em lazer e entretenimento. Foi reforçado que os shoppings devem investir nesta área. E aqui estou eu mostrando produtos que podem fazer a diferença em um shopping".

Participaram da VI Exposhopping:
  ADSHEL BRASIL
ANCAR GESTÃO INTEGRADA DE SHOPPING CENTERS
BRASCAN IMOBILIÁRIA S/A
CB RICHARD ELLIS
CIPOLATTI & CIPOLATTI LOCAÇÃO E COMÉRCIO
COMPANHIA DISTRIB. DE GÁS DO RIO DE JANEIRO-CEG
DEICO DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO LTDA.
DESIGNCORP
DMV PUBLICIDADE E PROMOÇÕES S/C LTDA.
DOCOL METAIS SANITÁRIOS LTDA.
ECISA / EGEC
EMPLAREL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
EQUIPARK / WPS BRASIL
ESB - ELECTRONIC SERVICES IND. E COM. LTDA.
EUROFORM INDUSTRIAL E COMERCIAL DE MÓVEIS LTDA.
FEDERAL APD DO BRASIL LTDA.
FEIXE TECNOLOGIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
GRUPO FIONDA
GRUPO MULTIPLAN
IGUATEMI - EMPRESA DE SHOPPING CENTERS S/A
JOFEL INTERNACIONAL LTDA.
LUA AZUL DESIGNERS
MAGIC GAMES EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS LTDA.
OFFICE SHOPPING PROPAGANDA S/C LTDA.
REDE PLAZA
REDE SHOPPING DE COMUNICAÇÃO
SAVOY IMOBILIÁRIA CONSTRUTORA
SISTEMA ESTAPAR/RIOPARK
VANNON SOLUÇÕES DE GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO
VAREJISTA.COM.BR
VICTOR & SCHELLENBERGER

Internet faz varejo tomar consciência da necessidade de progredir (15/08/2000)
O varejo nunca mais vai ser o mesmo depois da Internet. A frase foi do consultor Edmour Saiani, no último painel do VI Congresso Internacional de Shopping Centers. Mas ele se referia ao comércio eletrônico de forma positiva - como algo que, antes de mais nada, trouxe ao mercado uma mobilização e uma maior consciência da necessidade de melhorias. "Muita coisa já mudou, e para melhor".
Com relação aos shopping centers, Edmour citou três aspectos fundamentais desta mudança: a necessidade de setorização para facilitar a vida do consumidor; de constantes revitalizações no ambiente do shopping e também no mix; e de intensivo treinamento de pessoal.
"São imposições que o comércio eletrônico trouxe. O consumidor não quer mais perder tempo, não quer ficar rodando horas no shopping até encontrar o que procura - então é importante a divisão do mall em setores específicos. Ele também não entra em um site mais de três vezes se estiver tudo igual - então o shopping também tem que se renovar constantemente - eu diria que a arquitetura vira cenário e que teremos que reestudar o tempo de depreciação das lojas. Por fim, o que vai levar o consumidor a comprar no shopping é cada vez mais o atendimento, o relacionamento, a cortesia. Então nossos funcionários - desde a segurança, o vendedor, o servente - têm que estar muito bem treinados", afirmou o consultor.
Antes dele, o americano Willian Fullington, do The Richard E. Jacobs Group, falou sobre o comércio eletrônico nos Estados Unidos e mostrou que as experiências mais bem sucedidas são mesmo as de empresas com tradição no comércio tradicional.
"As empresas virtuais têm um problema crucial - elas não são lucrativas. O que elas têm em comum é isso: todas perdem dinheiro. A Amazon, que ficou conhecida como a maior livraria do planeta, não tinha lucro e, talvez por isso, começou a vender vídeo, música, máquinas para jardinagem e até tratores. Ora, eu não sei como é aqui, mas nos Estados Unidos, ninguém compra trator numa empresa virtual de livros", criticou Full.
Como exemplos de sucesso no comércio eletrônico, ele mencionou o da Sears e o da Nordstrom. "São empresas que já têm uma marca muito forte e conseguem agora atingir consumidores em regiões distantes onde não estão instaladas". Também foram citadas as ações de marketing da Victoria Secret, com seus desfiles de moda íntima virtuais, que já viraram um programa de sucesso, sobretudo para o consumidor masculino, e da Target, que faz campanhas com apelo social, como a doação para escolas públicas de um dólar a cada compra feita através do site. "O consumidor virtual é uma pessoa que se sensibiliza com essas questões".
Fullington também falou sobre a experiência do site Mallibu, da General Growth Properties; do Your Sherpa, que funciona como "um guia destinado a facilitar as compras de profissionais muito ocupados"; e o Shop Your Mall, que se sobressai pelos serviços oferecidos ao consumidor virtual, como vale presente e balcão de emprego.
Ainda neste painel, Paul Duval, diretor da Shopinvest, comentou como a Internet pode agilizar o trabalho de comercialização de shopping centers, e mostrou sites americanos que divulgam informações de real state, como o storetrax.com, onde o varejista pode encontrar dados técnicos (localização, área de influência, ABL, número de pisos, perspectivas de expansão) e até financeiros (faturamento, luvas) de empreendimentos que oferecem oportunidades.

Pesquisa mostra que jovens são vaidosos (15/08/2000)
Para descobrir os desejos do consumidor do futuro e orientar os investimentos a Enplante realizou uma pesquisa junto a jovens de 15 a 21 e descobriu que eles são vaidosos e se preocupam com a aparência física. Isto significa que o futuro dos shopping centers está garantido, afirmou o diretor superintentende Henrique Falzoni.
Os jovens mostraram-se individualistas e vaidosos e gostam de produtos de marca. Valorizam a família, emprego, amigos, diversão e meio ambiente/ecologia. São tolerantes e respeitam as diferenças individuais, convivendo com pessoas que cultivam outras preferências, como time de futebol e estilo de vida. Conservadores, preservam a religião e a maioria absoluta - 90% - valorizam a relação familiar a ponto de não quererem sair de casa. A tecnologia faz parte do dia a dia dos jovens que incorporam novidades com uma velocidade estupenda. Sucesso, para eles, é subir na vida.
Diante deste quadro, Falzoni argumentou que adolescentes vaidosos que gostam de sair de casa não vão ficar atrás de uma tela de computador. Ele observou que o lazer tornou-se fundamental nos shoppings e uma boa dica são as academias de ginástica, já que os jovens mostram-se preocupados com a estética. Para colocar esta geração dentro dos shoppings os empreendedores terão de desenvolver projetos arquitetônicos arrojados, com muito mais cor e luz, com atenção especial à programação visual, a linguagem usada pelos jovens internautas.

Competição incentiva a redução de custos (15/08/2000)
A maior competição entre os shoppings e a nova tecnologia da Internet são os novos cenários que podem impactar a rentabilidade dos empreendimentos, afirmou o diretor superintendente da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, Carlos Jereissati Fillho. Por isso mesmo, disse ele, é fundamental que os empreendedores reduzam os custos e aumentem a rentabilidade.
Um dos meios é reduzir os custos do condomínio, segundo análise do diretor superintendente da Comapps, Fernando Kwasnicka. Esta redução dos custos começa no projeto do empreendimento, que deve se preocupar com uma arquitetura que possibilite uma manutenção mais barata e facilite a limpeza. A escolha dos compressores de ar refrigerado do tipo parafuso é de vital importância pois reduz drasticamente o consumo de energia elétrica. Neste setor, a co-geração de energia também é fundamental para reduzir custos. E um piso que elimine o uso de cera e mão-de-obra é capaz de gerar uma economia de R$ 117.500 por ano a cada 15 mil metros quadrados.
Quanto ao sistema de ancoragem dos shoppings, Stan Eichelbaum, presidente da Marketing Developments, acredita que os empreendedores criaram monstros poderosos. Segundo ele, é preciso analisar com cuidado o custo benefício das âncoras. As lojas de departamentos não vêm apresentando bons resultados e limitaram-se a moda e produtos para casa. Ele defendeu a adoção de âncoras diversificadas e com produtos próprios.

Modelos híbridos despontam no mercado (15/08/2000)
Modelos híbridos que reúnem as características dos shoppings de entretenimento - reservando 20% a 30% do espaço para mall aberto - e o tradicional mix de varejo começam a despontar no mercado. São seis ou sete empreendimentos no mundo que adotaram o novo perfil com o objetivo de agradar o consumidor, informou o arquiteto Aníbal Coutinho, que se dedica a planejamento e projetos de shopping centers.
O modelo ideal de shopping é uma busca constante dos empreendedores. A grande pergunta hoje é se os shoppings devem ser de entretenimento com áreas de varejo ou os tradicionais de varejo com áreas de entretenimento. "Alguns shoppings fortemente centrados em varejo começam a aumentar a área de entretenimento para 25% a 30% do total da ABL. O que se verifica hoje é a fusão cada vez maior dos vários segmentos, porque um empreendimento de varejo não pode ser só varejo e vice-versa", disse ele.
Uma das fortes características desse novo modelo é o que Aníbal Coutinho chamou de conteúdo renovável. "O que torna um shopping vivo é o conteúdo renovável, ou seja, cinemas, lojas com boas vitrines com renovação constante, casas de shows, local para eventos", explicou. E o grande ativo deste tipo de empreendimento é a concentração de público.
Algumas atividades são próprias para este modelo, como o esporte, que permite a instalação de estádios e arenas. Coutinho apresentou como exemplo o Arizona Shopping, nos Estados Unidos, que proporciona um faturamento anual para o empreendedor de US$ 100 milhões. O Arizona é um dos maiores shoppings americanos, com um estádio no centro do empreendimento, cercado por um mall com 215 lojas. Tem dois teatros, museu, centro de convenções e 30 restaurantes, além das lojas de fast food. Além disso, possui estação própria de rádio e televisão.
Uma das ferramentas usadas para dar personalidade aos empreendimentos é o design. "Os shoppings são máquinas de vender e o design tem poderes incríveis sobre a emoção dos consumidores, afetando o lucro final dos empreendimentos", afirmou Jeremy Mcmullin, vice-presidente da Designcorp, empresa canadense especializada em planejamento e design de shopping centers em vários países.
Ele mostrou uma série de shoppings antes e depois das reformas. O resultado é um ambiente muito mais prazeroso e o conseqüente aumento de vendas. Os projetos trabalham basicamente com uma melhor iluminação - com amplo uso de clarabóias - e usam cores, plantas e temas específicos para atrair os consumidores.
Como afirmou Cláudio Guaranys, diretor do Grupo Brascan, o conceito de gostar do consumidor bastante divulgado no Congresso constitui um verdadeiro achado. Este gostar é o elemento intrínseco ao sucesso de empreendimento. Daí as reformas e expansões dos shoppings verificadas ultimamente. O Rio Sul, do grupo Brascan, passou por importantes reformas com a saída da Mesbla e da C&A, mudou o perfil do mix e se renova ano a ano. Guaranys alertou que as pesquisas são importantes para apontar os caminhos que o empreendimento deve seguir.

Mais espaço para as boas lojas (15/08/2000)
Em vez de concentrar um grande número de pequenas lojas, os shopping centers tendem a aumentar o espaço das suas satélites. Essa foi uma das conclusões tiradas no debate sobre questões polêmicas da comercialização, apresentado no Congresso Internacional de Shopping Centers pelos empresários Antônio Paulo Pierotti, da Conshopping, Hugo Salomone, da Savoy, e Marco Aurélio Jardim, da Shopping Mall Expertise; além dos lojistas Ricardo Dias, da Richard's e Pedro Siqueira, da Riachuelo.
"Antigamente, a gente fazia um esforço para adaptar as lojas ao espaço reduzido que os shoppings ofereciam. Hoje, o movimento é contrário. O empreendedor de shopping percebe a necessidade de espaço de alguns lojistas e entende que atendê-los significa atrair mais clientes e ter garantia, pois são lojistas com bom desempenho", explicou Marco Aurélio Jardim.
Para Ricardo Dias, à medida em que as cadeias se consolidam é natural que aumentem o mix e precisem de mais espaço para a exposição dos produtos e circulação dos clientes. "Enquanto as cadeias de lojas se expandem, as pequenas, informais, não profissionais, vão sumindo pois não resistem mais à concorrência", disse.
Até as âncoras também tendem a aumentar o tamanho, conforme anunciou Pedro Siqueira: "a Riachuelo é um exemplo - há algum tempo estava reduzindo seus espaços, mas hoje já tende a um formato de lojas bem grandes". Segundo Antônio Paulo Pierotti, nos Estados Unidos, e mesmo no Chile, as lojas de departamento chegam a 8 mil metros quadrados, enquanto no Brasil ainda ocupam a metade deste espaço.
As concessões que são feitas às âncoras na relação do espaço que ocupam e o que pagam do condomínio foram outro tema do debate. "Em alguns casos as queixas das lojas satélites são procedentes, porque, na aflição de fechar um contrato com uma âncora, muitas vezes são aceitas condições exageradas", disse Marco Aurélio Jardim.
Também as luvas estiveram em questão: os empresários foram unânimes ao afirmar que a cobrança depende da "lei da oferta e da procura".
"As luvas fazem parte do conjunto da negociação. Recentemente, houve excesso na oferta de espaços e por isso o valor diminuiu, o que não quer dizer que as luvas tendem a acabar", defendeu Hugo Solomone.
O debate abordou ainda outro ponto importante na comercialização de shoppings; a exigência feita aos lojistas para que não instalem filiais em outros shoppings num raio de até 2 quilômetros. "É uma medida antipática, que pressupõe uma reserva de mercado e que impede o lojista de responder livremente à demanda que ele sentir no consumo. Se pudéssemos rechaçaríamos esta cláusula", reclamou Pedro Siqueira.
Também com visão de lojista, Ricardo Dias argumentou: "A gente não pede ao shopping para não instalar outras lojas de moda masculina próximas à nossa. Não deve haver imposição e sim bom senso".
Marco Aurélio Jardim, no entanto, considera justa a exigência: "O empreendedor aposta muito no lançamento de um shopping. Ele precisa desse retorno, dessa segurança, pelo menos no início. Depois pode renegociar a questão".

Mudanças e Tendências mundiais (15/08/2000)
Os vice-presidentes do ICSC (International Council of Shopping Centers), Michael Kercheval e Scott Harris, alertaram que nos anos 90 o poder está nas mãos do consumidor, que agora tem o melhor produto pelo melhor preço entregue em casa na hora que preferir, simplesmente usando a Internet. Isto significa dizer que a estratégia de marketing, antes voltada para a massa, nos dias atuais tem de ser de um para um.
Se antes o dinheiro era tudo, agora o tempo é mais valorizado: são fornos de microondas, telefones celulares, computadores conectados com o mundo inteiro. A recomendação dos executivos do ISCS aos empreendedores de shoppings é não temer a nova tecnologia da Internet. O desafio é adotar a nova tecnologia em vez de atacar o e-commerce. São 200 milhões de clientes em potencial no mundo inteiro ligados na Internet.
No mundo físico também estão ocorrendo mudanças. Ao contrário de cinco anos atrás, os shoppings passaram a abrigar um maior número de âncoras, chegando até a 10 lojas de grande porte. E a outra grande tendência é o foco no entretenimento, o que inclui um ambiente festivo e design arquitetônico mais agradável. Dentro deste contexto, observa-se a retomada dos shoppings abertos.

Abordagem internacional com sabor local (15/08/2000)
A filosofia de que apenas os melhores produtos sobrevivem em uma economia global também se aplica aos shopping centers. E os shoppings bem sucedidos se parecem no mundo inteiro, afirmou o consultor canadense Ian Thomas, da Thomas Consultants Inc. A chave para o sucesso, no entanto, é pensar globalmente mas agir localmente, recomendou.
Para tanto, o ideal é usar um layout padrão e fazer algumas mudanças cosméticas. Isso significa mudar a aparência física do empreendimento, de acordo com o ambiente, abrir espaço para lojistas independentes, a fim de promover uma diferenciação no mix e incluir uma boa dose de entretenimento, como restaurantes, boliches, teatros.
A globalização veio para ficar e o que antes demorava de três a cinco anos para ser copiado de um mercado para o outro agora leva um ano, disse ele. Os restaurantes temáticos surgiram no mundo inteiro, as lojas âncoras são semelhantes e o comportamento da classe média em busca de marcas internacionais é igual em todos os cantos do planeta. A abordagem agora é internacional, mas tem de ter o sabor local, atestou o consultor.
O presidente da Nacional Iguatemi, Renato Rique, defendeu o entretenimento como uma forma de romper a padronização dos shoppings, o que constitui um tendência mundial. Ele ressaltou também a importância da adaptação dos projetos à cultura local. E mesmo os shoppings de entretenimento não podem ficar parados à espera de público.
Como exemplo ele citou um empreendimento do grupo Nacional Iguatemi, o Aeroclube Plaza Show, em Salvador, que programa eventos específicos para cada dia da semana. A oferta de lazer, no entanto, esbarra na dificuldade de se encontrar operadores nacionais, disse ele.

Desafio é buscar tráfego de qualidade (15/08/2000)
O diretor superintendente do grupo Multiplan, Celso Abramovitz, apontou a comunicação com os consumidores e a Internet como os novos desafios da indústria de shopping centers. A grande questão é como manter um canal de comunicação diante dos custos da mídia e como agir de forma eficaz para personalizar o empreendimento, uma vez que os shoppings tornaram-se muito parecidos.
A indústria precisa resolver o desafio da comunicação para gerar um tráfego de qualidade, disse o executivo. Quanto à Internet, ele alertou sobre a necessidade de uma melhor compreensão dessa nova forma de varejo e de seu potencial de perigo e de negócios.
Abramovitz reivindicou um melhor relacionamento do governo com a indústria de shopping centers, a exemplo do que ocorre com o setor automobilístico. Ele recomendou que os empresários façam um lobby maior junto ao governo. Durante os debates sobre os desafios a serem enfrentados surgiu a proposta de que o 7º Congresso de Shopping Centers seja realizado em Brasília, assunto a ser discutido pela direção da Abrasce.
Quanto aos antigos desafios, Abramovitz enumerou a localização, pois não há mais locais nas cidades para novos empreendimentos e a reavalização do conceito de âncoras. Alertou ainda sobre a necessidade de dinamização do mix, que deixou de ser um atração para o consumidor diante da semelhança dos shoppings, e da geração de tráfego qualificado.

Vale Desconto e Teresina ganham o Abrasce 2000 (14/08/2000)
Vale Desconto Shopping, em São José dos Campos, São Paulo, e Teresina Shopping, no Piauí, foram os vencedores do Prêmio Abrasce 2000, nas categorias Excelência em Gestão e Comunitário Newton Rique, respectivamente. Renasce, Shopping Center Lapa, Shopping Itaguaçu e Prudenshopping receberam o Prêmio de Mérito Excelência em Gestão, enquanto o Shopping Light e o Grande Rio ganharam o Prêmio de Mérito Comunitário Newton Rique.
O Vale Desconto, para enfrentar a crescente competição com os shoppings tradicionais e mais modernos, teve de mudar todo o seu posicionamento e acabou transformando-se no primeiro Power Center da América Latina. O projeto "A evolução de um sonho" deu certo e acarretou um aumento de vendas de 64%.
"Seja o Papai Noel de uma criança carente" foi o projeto do Teresina Shopping, que arrecadou 2 mil presentes para 1.100 crianças carentes de 19 entidades assistenciais. O diferencial foi que os doadores escolhiam as crianças por fotografia, criando um vínculo emocional.
O projeto Domingo, do Prudenshopping, em São Paulo, envolveu uma série de ações de marketing e conseguiu elevar o fluxo de visitantes em 12% aos domingos. O índice de adesão dos lojistas passou de 70% para 100%. O shopping ganhou o Prêmio de Mérito Excelência em Gestão. O Shopping Itaguaçu, de Santa Catarina, também fez jus ao Prêmio de Mérito, com o projeto Top Ouro Itaguaçu, um plano de incentivo de vendas destinado aos lojistas.
O projeto de revitalização do Shopping Center Lapa, o mais antigo do país, garantiu-lhe o Prêmio de Mérito. Ao completar 30 anos, em 1998, o empreendimento iniciou um reforma completa que vai do mix das lojas à parte arquitetônica, o que exigiu um investimento de R$ 3 milhões. O fluxo aumentou 50% e o aluguel das lojas dobrou.
A Renasce desenvolveu um projeto - Multiplicar, Somar e Agir - para educar os funcionários próprios e terceirizados com o objetivo de buscar excelência em atendimento. Sete shoppings do Grupo participaram do programa agraciado com o Prêmio de Mérito.
"Isto é a Cara de São Paulo" foi o projeto que proporcionou ao Shopping Light o Prêmio de Mérito. O projeto envolveu personalidades e artistas que emprestaram sua imagem e retrataram a sua visão de São Paulo por meio de fotos, pinturas e colagens. As obras foram transformadas em cartões postais e Calendário e as peças originais foram leiloadas. Os recursos arrecadados foram encaminhados para a Fundação Projeto Travessia, que resgata crianças carentes das ruas da cidade.
O Shopping Grande Rio, com o projeto "Pequeno Jardineiro", também recebeu um Prêmio de Mérito. Vinte adolescentes de famílias de baixa renda aprenderam o ofício de jardineiro, sendo remunerados durante o projeto.

Lojistas e consumidores em evolução: uma visão internacional (14/08/2000)
A especialista em segmentação de mercado e identificação de novas oportunidades para lojistas e produtores, Fátima Whitaker, presidente da Whitaker Internacional, nos Estados Unidos, deu uma verdadeira aula de como "ler o consumidor", ou seja, identificar o desejo mais íntimo do cliente em potencial. "Falta paixão nos lojistas que ainda não sabem ler o consumidor que está à sua frente", argumentou a consultora.
"As pessoas não precisam de 90% do que compram. A maioria das escolhas não é necessidade, é desejo, e saber usar isso pode fazer a grande diferença do lojista", afirmou. Fátima alertou que alguns valores mudaram: o tempo dos consumidores está cada vez menor, e o sentido de idade também mudou, pois as pessoas agora estão envelhecendo de uma forma nova, mantendo-se bastante ativas, inclusive no que se refere a desejos.
Varejo é teatro, é seduzir o cliente a comprar o que não precisa, enfatizou. Por isso, não se deve julgar as pessoas mas simplesmente entender o que se passa em suas cabeças, ensinou a consultora. Isso significa roupas com lacinhos e babados para mulheres românticas, objetos exóticos para os "nômades", que amam a mistura de culturas, lojas e produtos clássicos para os mais tradicionais.
A variedade de perfis de consumidores não pára aí. Fatima selecionou alguns, como os minimalistas, uma tendência bem atual, adotada por pessoas desprendidas do passado, ou os "show-offs", que gostam de aparecer e impactar e consideram a marca o mais importante, ou ainda os "eco-thinkers", que decoram suas casas com elementos rústicos. Sem falar nos "artistas", consumidores que amam as cores e as reiventam. Identificar estes segmentos é fundamental para definir o mix e o estilo da loja.
Nos shoppings, tornou-se fundamental concentrar lojas de produtos afins em um mesmo espaço, disse ela, lembrando que o consumidor não tem mais tempo de levar horas procurando um produto que corresponda a seus desejos.

Novas técnicas de vendas (14/08/2000)
O presidente da Ancar Gestão Integrada de Shopping Centers, Marcos Carvalho, alertou que a oferta de novas tecnologias é imensa mas ninguém sabe se elas vão funcionar ou não. "Não adianta ter ferramentas variadas e sofisticadas se os lojistas não estiverem prontos para usá-las", disse ele, argumentando ser fundamental a conscientização do lojista.
Ele enfatizou também que a interação com o consumidor é muito mais do que uma lenda e deve ser usada de acordo com as características de cada empreendimento. Este conceito ficou bem claro na palestra de Rebecca Maccardini, com trinta anos de experiência na indústria de shopping centers.
Rebecca citou exemplos de várias lojas nos Estado Unidos que usam e abusam da interatividade com o consumidor, aumentando cada vez mais as suas vendas. Alguns setores são particularmente propícios a esta estratégia de marketing, como as lojas de esportes, brinquedos, artigos para casa e, mais recentemente, até lojas de cosméticos, um setor que vem explodindo nos Estados Unidos.
Um bom exemplo de interatividade é a Build a Bear. Uma loja que vende um único brinquedo: ursinhos de pelúcia. Mas é marketing puro. Ao entrar na loja, a criança escolhe a pele do ursinho na cor e modelo preferidos. Depois recheia o urso como quiser e ainda escolhe um som para o bichinho. Quando a mãe pensa que tudo acabou, a criança é levada para um computador, onde preenche uma ficha, como o nome do ursinho, dia do aniversário e a ficha do dono. E quando novamente a mãe acha que tudo acabou, recebe uma mensagem da loja dizendo que o ursinho está fazendo um ano e que deve ganhar um presente. E começa tudo outra vez. Este projeto tem baixo custo e a idéia pode ser roubada por qualquer um, sugeriu Rebecca.

Via Parque é campeão de adesões ao Alfabetização Solidária (14/08/2000)
O Via Parque Shopping recebeu uma homenagem do programa Alfabetização Solidária por ter sido o shopping center que conseguiu o maior número de adesões à campanha realizada pela ABRASCE de adoção de alunos por pessoas físicas. O presidente da ABRASCE, Paulo Stewart, também foi homenageado recebendo uma placa pela iniciativa. A coordenadora executiva nacional do programa Alfabetização Solidária, Regina Célia Vasconcelos Esteves, fez a entrega dos dois prêmios.

BNDES pode modificar exigência de 65% da ABL para financiamento (14/08/2000)
O BNDES poderá modificar a médio prazo a exigência de que um projeto tenha 65% das lojas-satélite locadas para ter direito a financiamento do banco. A informação foi dada pelo gerente responsável pelas análises de crédito para o segmento Comércio e Serviços no BNDES, Willian Saab, durante sua palestra no 6º Congresso de Shopping Centers. Segundo ele, já há no banco um conhecimento maior da atividade de shopping center e uma disposição para "aprimorar" as condições de financiamento.
Segundo Willian, a "equação custo" do BNDES pode ser decomposta em três taxas: "a que mais onera o empreendedor é a TJLP, fixada pelo Banco Central, e que tende a cair. As outras duas - o spread básico e o spread de risco - que são definidas pelo BNDES - já estão sendo flexibilizadas". O spread básico, antes de 5,5% ao ano foi reduzido para 3% ao ano na região Sul e Sudeste e pode chegar a 1,5% nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já o spread de risco está estabelecido em 2% ao ano para os empréstimos diretos e 4% ao ano para aqueles feitos através de agentes financeiros. Para reduzir o peso spread de risco aos empréstimos indiretos - inferiores a US$ 7 milhões - Willian sugeriu o uso do Fundo de Garantia para Promoção de Competitividade (FGPC) - "um fundo de aval, que permite ao agente ser ressarcido em até 80% do valor financiado".
Quanto aos parâmetros de contratação do BNDES, Willian também sugeriu que podem ser avaliados e flexibilizados conforme o empreendimento: "nós sabemos que a exigência de 65% da ABL das satélites comercializada é penosa, mas já abrimos mão dela em dois casos, em que reduzimos para 50%". Willian também lembrou que o limite de participação do banco equivalente a 30% dos ativos consolidados do empreendedor inclui ativos referentes a todas as empresas que constituem o grupo empreendedor.
Nos últimos cinco anos, a participação do setor de shopping centers entre os empréstimos do BNDES aumentou de 1% para 7% do total liberado pelo banco. A indústria responde por 47%; o setor de infra-estrutura, 37%; a agropecuária, 7%; e o setor de educação e saúde, 2%.
Willian Saab destacou a geração de empregos como principal atrativo do setor de shoppings, seguida pela modernização do comércio e demanda agregada - arrecadação de impostos e geração de empregos em outros segmentos.
Depois da apresentação do representante do BNDES, Leônidas Zelmanovitz, da Mercúrio DTVM, e Fábio Nogueira, da Brazilian Mortgages, falaram sobre fundos imobiliários como grande alternativa para o financiamento do setor de shoppings, destacando as vantagens da criação de um mercado secundário e da liquidez que estes fundos proporcionam aos empreendimentos.
"O imóvel para garantir renda tem que estar alugado. O investimento financeiro, por sua vez, com juros menores, tende a uma rentabilidade baixa e instável. Então o melhor é a coluna do meio - um investimento que concilia as vantagens da renda fixa e da renda variável", disse Fábio Nogueira.
Leônidas Zelmanovitz também destacou que as estruturas financeiras cada vez mais se adequam aos propósitos a que são destinadas - "o que esperamos dos fundos é que sejam veículos por onde a renda flua entre o empreendedor e o investidor".

Também na Argentina, shoppings rumam para o interior (14/08/2000)
Passado o desafio de 24 meses de recessão, os empreendedores buscam novos mercados na Argentina e rumam para o interior do país. Hoje, cada província está desenvolvendo o seu shopping, afirmou Jorge Justo, da Cencosud. Os shoppings passaram por grandes mudanças, aumentaram a área de lazer, receberam marcas internacionais, como Zara e Mango, e hoje respondem por 13% das vendas do varejo, disse o executivo. O que deu mais certo, no entanto, foi a abertura de cinemas, que chamou muito público para o shopping, disse ele. Os shoppings começam também a se estabelecer em locais mais distantes da cidade, onde tem público.
A Argentina não ficou isenta da crise da economia mundial e viu suas exportações desabarem, o déficit fiscal aumentar e o investimento estrangeiro minguar. O equilíbrio fiscal já chegou mas a reativação da economia depende ainda das medidas a serem adotadas pelo governo, entre elas a que diz respeito ao desemprego, afirmou Justo.
Quanto ao e-commerce, ele acredita que a Internet não vai superar o shopping e nem a compra física. "Cada novo meio traz características diferentes e pessoas também diferentes", disse ele, argumentando que o shopping não é só compra, mas também um centro de reunião para a família inteira em conferências, concertos, desfiles de modas e cursos. Na Argentina são 2,5 milhões de computadores pessoais, sendo 1,1 milhão conectados na Internet. Por enquanto, são poucos sites.
O Chile também não ficou livre da crise mundial e viu o PIB cair 1,1% em 1999. Mas espera-se uma retomada do crescimento econômico este ano, quando o PIB deverá aumentar 6%, basicamente devido à recuperação das exportações, afirmou Marcos Moreno, da rede Mall Plaza. Os Fundos de Pensão foram um dos principais agentes econômicos, reinjetando o capital na economia.
São 23 shoppings no Chile, responsáveis por 51% das vendas no varejo. Os investidores são nacionais, em sua maior parte, enquanto observa-se o fracasso de redes estrangeiras, como foi o caso da Sears, e a consolidação das chilenas, disse ele.

Argentina bebeu na fonte brasileira (14/08/2000)
"O Brasil foi nossa estrela guia. Foi quem nos ensinou o caminho da indústria de shopping centers desde o final da década de 80. Hoje o mercado é bem diferente de quando começamos, mas o Brasil é nossa referência no Mercosul", afirmou Jorge Justo, da Cencosud. E entidade argentina homenageou a indústria brasileira de shopping centers, entregando ao presidente da Abrasce, Paulo Stewart, uma placa comemorativa.

Panorama dos Shopping Centers nas Américas (14/08/2000)
A tendência da indústria de shopping centers é uma só, nos Estados Unidos e nos países da América do Sul: tornar a experiência da visita e compras no shopping a mais prazerosa possível, o que inclui a ampliação das áreas de entretenimento e conveniência. Esta é a conclusão do painel Panorama dos Shopping Centers nas Américas, coordenado pelo presidente da Abrasce, Paulo Stewart, e que contou com a participação de empreendedores dos Estados Unidos, Argentina, Chile e Uruguai.
Paulo Stewart acredita que os shoppings novamente vão atuar como alternativa de investimento no Brasil. A expectativa, disse ele, é que a inflação contida e os juros em declínio acarretem o aumento do volume de capital circulante. As dificuldades de novas oportunidades no exterior fazem do Brasil um bom mercado para o investimento estrangeiro. Mesmo assim, a entrada do capital estrangeiro precisa ser estimulada. Hoje 64% dos empreendimentos são financiados com capital próprio sendo o BNDES a única alternativa financeira.
O Brasil é o nono país do mundo em poder de compra, devendo passar para o quinto lugar no ranking em 2001, segundo Stewart. O país tem 62% da ABL da América do Sul, 62% dos shoppings centers e 65% das lojas. São 222 empreendimentos, dos quais 22 em construção. No primeiro semestre, segundo os resultados de pesquisa realizada pela Nielsen, as vendas cresceram 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado, 23% no tíquete médio e 1% no tráfego. Stewart revelou que, segundo a pesquisa, o aumento real das receitas de aluguel foi de 16,7%.

Crises sucessivas prejudicam varejo uruguaio (14/08/2000)
Os shoppings no Uruguai registraram uma queda de 15% nas vendas no ano passado, como reflexo direto da queda de 3% do PIB decorrente das sucessivas crises mundiais que repercutiram na economia uruguaia. A situação econômica do país ainda é difícil mas as quedas nas vendas já acabaram, afirmou Carlos Lecueder, do Estudio L.E. Lecueder, administradora de shoppings.
A indústria de shopping centers no Uruguai tem praticamente uma década. São cinco shoppings, que nos últimos dois anos passaram por ampliações, destinando maior espaço para entretenimento. Lecueder resssalva, no entanto, que o crescimento do setor de lazer realmente atrai mais público ao shopping mas não necessariamente promove um aumento de vendas. Segundo ele, os empreendimentos não devem apresentar um excesso de entretenimento.
Agora a indústria começa a buscar novos mercados fora de Montevidéu, iniciando a construção de shoppings em Las Piedras e Colonia. Na capital são quatro empreendimentos para uma população de 1,5 milhão de habitantes, totalizando 600 lojas.
Quanto à entrada dos shoppings no e-commerce a experiência uruguaia não vem obtendo êxito. O Montevidéu On Line, que entrou na WEB no início de 1999, não tem conseguido bons resultados em vendas, embora o número de navegantes no site seja razoável, revelou Lecueder. "O e-commerce ainda está de fraldas no Uruguai", disse ele. Os empreendedores não podem ficar arcando prejuízos por longo tempo e o e-commerce há muito tempo está no vermelho, afirmou. O ideal é fazer do site apenas um ponto de apresentação das lojas e seus produtos, deixando as vendas para serem realizadas nos shoppings.

Tasso vê Brasil pronto para crescimento sustentado (14/08/2000)
Ao contrário do que vem sendo publicamente difundido, o Brasil conquistou, nos últimos seis anos, avanços bem mais significativos no âmbito social do que no âmbito econômico financeiro. Quem garante isso é o governador do estado do Ceará, Tasso Jereissati, que fez a abertura do VI Congresso Internacional de Shopping Centers, em São Paulo.
O governador apresentou indicadores sociais - queda na taxa de analfabetismo infantil de 40% em 1991 para 22% em 1999, por exemplo - e afirmou que, no máximo em dez anos, o Brasil terá um nível de crescimento social equivalente ao de países desenvolvidos. Em contrapartida, criticou os altos índices de concentração de renda. "Os grandes problemas sociais que nós enfrentamos não decorrem da pobreza e sim das disparidades. A violência, por exemplo, não é maior nas regiões mais pobres e sim nas capitais onde a concentração de renda é maior".
Tasso Jereissati fez estas considerações na abertura do evento para uma platéia lotada de empresários do setor varejista e de shopping centers - segundo ele, empresários que "devem enxergar os seus negócios em um contexto global e que podem contribuir fortemente para uma melhor distribuição da renda e para o conseqüente crescimento econômico sustentado".
Ainda segundo o governador, o Brasil, hoje, tem uma estrutura de governo muito mais avançada e leve. "Desde 94, vem sendo implementadas uma série de reformas que já mostram resultados efetivos. A começar pelas privatizações que provocaram uma enorme mudança na concepção do poder, acabando com uma estrutura que favorecia a troca de favores e as manobras entre executivo, legislativo e judiciário". Tasso Jereissati também fez referência à Lei de Responsabilidade Fiscal, "sem a qual a estabilidade da moeda seria passageira, pois não haveria controle efetivo dos governos sobre suas contas".
Tasso Jereissati finalizou sua apresentação dizendo que o país está pronto para entrar em um ciclo de crescimento efetivo - que não é "fogo de palha".

ABRASCE homenageia "ícones da indústria" (14/08/2000)
Na abertura do 6º Congresso de Shopping Centers foi feita uma homenagem aos ex-presidentes da ABRASCE e aos empreendedores pioneiros do setor no país. Eles foram chamados pelo presidente da ABRASCE, Paulo Stewart, de "ícones da indústria", por sua importância da história dos shopping centers do país. Estavam presentes e receberam uma placa das mãos de Paulo Stewart: Jacky Delmar, Sérgio Carvalho, Renato Rique e Henrique Falzoni. Receberam a homenagem "in memorian" Alfredo Mathias, Donald Stewart Junior e Newton Rique. Os outros homenageados foram: Carlos Francisco Ribeiro Jereissati, Célio Pinto de Almeida, Eugênio Agostini Netto, José Isaac Peres e Paulo Malzoni.

BRASIL É O 10º DO MUNDO EM SHOPPINGS (14/08/2000)
A indústria de shopping centers no Brasil está entre as dez maiores do mundo em ABL (Área Bruta Locável), ou área de lojas, padrão internacional para medir o tamanho de shoppings. São 222 shoppings espalhados pelo país, dos quais 200 em operação, com 4,9 milhões de metros quadrados de ABL. O país tem 33.579 lojas-satélite, 583 lojas-âncora e 830 salas de cinema.
Em relação à América do Sul, o Brasil é o grande destaque com 62% da ABL, 62% dos shoppings e 65% das lojas.
A ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers) tem 160 shoppings filiados, o que signifca 73% do total de shoppings do país, gerando 283 mil empregos diretos.

Mário Covas abre VI Exposhopping (13/08/2000)
O governador de São Paulo, Mário Covas, abriu no domingo a VI Exposhopping, que reune 33 expositores entre os principais empreendedores, administradores e fornecedores da indústria de shopping centers. Em seu discurso, o governador ressaltou o bom momento econômico que vive o país, o que faz prever um período de crescimento. Covas lembrou ainda a importância de que se realize a reforma tributária.
Bem humorado, Covas passeou pela feira acompanhado do presidente da ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers), parando em diversos stands e ouvindo atentamente as explicações dos expositores. Ele chegou a testar, sempre acompanhado de Stewart, um simulador de vôo, um brinquedo que está em exposição no stand da fornecedora Fionda.
Paulo Stewart, no discurso de abertura, traçou um raio-x da indústria de shopping centers, com 200 shoppings em funcionamento no país, sendo que 160 deles filiados à ABRASCE. Lembrou também que o faturamento do setor no ano passado foi de R$ 20,9 bilhões e que o setor gera 380 mil empregos diretos.

 










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