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| 6º Congresso de Shopping Centers |
| Boas
perspectivas para quem participou da VI Exposhopping (16/08/2000) |
Foram
três dias de muitos contatos comerciais promissores.
Esta foi a avaliação unânime dos
participantes da VI Exposhopping, a feira que reuniu
estandes de 31 empresas empreendedoras, administradoras
e fornecedoras de serviços para o setor de shopping
centers.
Quem esteve pela primeira vez não se arrependeu.
"Já queremos garantir a nossa presença
na próxima", disse Fernando Nogueira, gerente
comercial da Proen Engenharia, empresa de manutenção.
"No aspecto quantitativo, recebemos aqui o público
que esperávamos. E no aspecto qualitativo fomos
muito bem surpreendidos: é um público
muito especializado, são todos clientes em potencial."
Para os veteranos na feira, como a empresa Cipolatti&Cipolatti,
que participa da Exposhopping desde a sua primeira edição,
a avaliação também foi muito positiva:
"Isso para nós é um ponto de encontro
extremamente importante. É a oportunidade de
rever clientes e reforçar relacionamentos. Isso
é fundamental num setor que está crescendo
como o de shoppings - as mesmas pessoas estão
a cada dia envolvidas em novos projetos, o que significam
novas oportunidades de trabalho para todos que vêm
aqui expor seus produtos e serviços", comentou
a diretora da empresa, Conceição Cipolatti.
Para alguns expositores, a Exposhopping funcionou como
um complemento muito adequado ao conteúdo das
palestras apresentadas no Congresso. Foi o que destacou,
por exemplo, a diretora da Richard Ellis, Donata Luiza:
"Esta edição da feira esteve melhor
que as anteriores, pois, além de recebermos um
número maior de participantes, este público
hoje é composto por empresários muito
mais preocupados em se profissionalizar. Eles prestam
atenção ao que ouvem nas palestras e procuram
na feira os parceiros que poderão lhes ajudar.
Nós pudemos divulgar vários tipos de serviços
da nossa empresa, não só para shopping
centers".
Também o diretor da Magic Games, Douglas Braojos,
comentou que o foco das palestras incrementou a visitação
do seu estande: "falou-se muito em lazer e entretenimento.
Foi reforçado que os shoppings devem investir
nesta área. E aqui estou eu mostrando produtos
que podem fazer a diferença em um shopping". |
| Participaram
da VI Exposhopping: |
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ADSHEL
BRASIL
ANCAR GESTÃO INTEGRADA DE SHOPPING CENTERS
BRASCAN IMOBILIÁRIA S/A
CB RICHARD ELLIS
CIPOLATTI & CIPOLATTI LOCAÇÃO
E COMÉRCIO
COMPANHIA DISTRIB. DE GÁS DO RIO DE JANEIRO-CEG
DEICO DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO LTDA.
DESIGNCORP
DMV PUBLICIDADE E PROMOÇÕES S/C
LTDA.
DOCOL METAIS SANITÁRIOS LTDA.
ECISA / EGEC
EMPLAREL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
EQUIPARK / WPS BRASIL
ESB - ELECTRONIC SERVICES IND. E COM. LTDA.
EUROFORM INDUSTRIAL E COMERCIAL DE MÓVEIS
LTDA.
FEDERAL APD DO BRASIL LTDA.
FEIXE TECNOLOGIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO
LTDA.
GRUPO FIONDA
GRUPO MULTIPLAN
IGUATEMI - EMPRESA DE SHOPPING CENTERS S/A
JOFEL INTERNACIONAL LTDA.
LUA AZUL DESIGNERS
MAGIC GAMES EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS LTDA.
OFFICE SHOPPING PROPAGANDA S/C LTDA.
REDE PLAZA
REDE SHOPPING DE COMUNICAÇÃO
SAVOY IMOBILIÁRIA CONSTRUTORA
SISTEMA ESTAPAR/RIOPARK
VANNON SOLUÇÕES DE GERENCIAMENTO
DA INFORMAÇÃO
VAREJISTA.COM.BR
VICTOR & SCHELLENBERGER |
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| Internet
faz varejo tomar consciência da necessidade de progredir
(15/08/2000) |
O
varejo nunca mais vai ser o mesmo depois da Internet.
A frase foi do consultor Edmour Saiani, no último
painel do VI Congresso Internacional de Shopping Centers.
Mas ele se referia ao comércio eletrônico
de forma positiva - como algo que, antes de mais nada,
trouxe ao mercado uma mobilização e uma
maior consciência da necessidade de melhorias.
"Muita coisa já mudou, e para melhor".
Com relação aos shopping centers, Edmour
citou três aspectos fundamentais desta mudança:
a necessidade de setorização para facilitar
a vida do consumidor; de constantes revitalizações
no ambiente do shopping e também no mix; e de
intensivo treinamento de pessoal.
"São imposições que o comércio
eletrônico trouxe. O consumidor não quer
mais perder tempo, não quer ficar rodando horas
no shopping até encontrar o que procura - então
é importante a divisão do mall em setores
específicos. Ele também não entra
em um site mais de três vezes se estiver tudo
igual - então o shopping também tem que
se renovar constantemente - eu diria que a arquitetura
vira cenário e que teremos que reestudar o tempo
de depreciação das lojas. Por fim, o que
vai levar o consumidor a comprar no shopping é
cada vez mais o atendimento, o relacionamento, a cortesia.
Então nossos funcionários - desde a segurança,
o vendedor, o servente - têm que estar muito bem
treinados", afirmou o consultor.
Antes dele, o americano Willian Fullington, do The Richard
E. Jacobs Group, falou sobre o comércio eletrônico
nos Estados Unidos e mostrou que as experiências
mais bem sucedidas são mesmo as de empresas com
tradição no comércio tradicional.
"As empresas virtuais têm um problema crucial
- elas não são lucrativas. O que elas
têm em comum é isso: todas perdem dinheiro.
A Amazon, que ficou conhecida como a maior livraria
do planeta, não tinha lucro e, talvez por isso,
começou a vender vídeo, música,
máquinas para jardinagem e até tratores.
Ora, eu não sei como é aqui, mas nos Estados
Unidos, ninguém compra trator numa empresa virtual
de livros", criticou Full.
Como exemplos de sucesso no comércio eletrônico,
ele mencionou o da Sears e o da Nordstrom. "São
empresas que já têm uma marca muito forte
e conseguem agora atingir consumidores em regiões
distantes onde não estão instaladas".
Também foram citadas as ações de
marketing da Victoria Secret, com seus desfiles de moda
íntima virtuais, que já viraram um programa
de sucesso, sobretudo para o consumidor masculino, e
da Target, que faz campanhas com apelo social, como
a doação para escolas públicas
de um dólar a cada compra feita através
do site. "O consumidor virtual é uma pessoa
que se sensibiliza com essas questões".
Fullington também falou sobre a experiência
do site Mallibu, da General Growth Properties; do Your
Sherpa, que funciona como "um guia destinado a
facilitar as compras de profissionais muito ocupados";
e o Shop Your Mall, que se sobressai pelos serviços
oferecidos ao consumidor virtual, como vale presente
e balcão de emprego.
Ainda neste painel, Paul Duval, diretor da Shopinvest,
comentou como a Internet pode agilizar o trabalho de
comercialização de shopping centers, e
mostrou sites americanos que divulgam informações
de real state, como o storetrax.com, onde o varejista
pode encontrar dados técnicos (localização,
área de influência, ABL, número
de pisos, perspectivas de expansão) e até financeiros (faturamento, luvas) de empreendimentos
que oferecem oportunidades. |
| Pesquisa
mostra que jovens são vaidosos (15/08/2000) |
Para
descobrir os desejos do consumidor do futuro e orientar
os investimentos a Enplante realizou uma pesquisa junto
a jovens de 15 a 21 e descobriu que eles são
vaidosos e se preocupam com a aparência física.
Isto significa que o futuro dos shopping centers está garantido, afirmou o diretor superintentende Henrique
Falzoni.
Os jovens mostraram-se individualistas e vaidosos e
gostam de produtos de marca. Valorizam a família,
emprego, amigos, diversão e meio ambiente/ecologia.
São tolerantes e respeitam as diferenças
individuais, convivendo com pessoas que cultivam outras
preferências, como time de futebol e estilo de
vida. Conservadores, preservam a religião e a
maioria absoluta - 90% - valorizam a relação
familiar a ponto de não quererem sair de casa.
A tecnologia faz parte do dia a dia dos jovens que incorporam
novidades com uma velocidade estupenda. Sucesso, para
eles, é subir na vida.
Diante deste quadro, Falzoni argumentou que adolescentes
vaidosos que gostam de sair de casa não vão
ficar atrás de uma tela de computador. Ele observou
que o lazer tornou-se fundamental nos shoppings e uma
boa dica são as academias de ginástica,
já que os jovens mostram-se preocupados com a
estética. Para colocar esta geração
dentro dos shoppings os empreendedores terão
de desenvolver projetos arquitetônicos arrojados,
com muito mais cor e luz, com atenção
especial à programação visual,
a linguagem usada pelos jovens internautas. |
| Competição
incentiva a redução de custos (15/08/2000) |
A
maior competição entre os shoppings e
a nova tecnologia da Internet são os novos cenários
que podem impactar a rentabilidade dos empreendimentos,
afirmou o diretor superintendente da Iguatemi Empresa
de Shopping Centers, Carlos Jereissati Fillho. Por isso
mesmo, disse ele, é fundamental que os empreendedores
reduzam os custos e aumentem a rentabilidade.
Um dos meios é reduzir os custos do condomínio,
segundo análise do diretor superintendente da
Comapps, Fernando Kwasnicka. Esta redução
dos custos começa no projeto do empreendimento,
que deve se preocupar com uma arquitetura que possibilite
uma manutenção mais barata e facilite
a limpeza. A escolha dos compressores de ar refrigerado
do tipo parafuso é de vital importância
pois reduz drasticamente o consumo de energia elétrica.
Neste setor, a co-geração de energia também
é fundamental para reduzir custos. E um piso
que elimine o uso de cera e mão-de-obra é capaz de gerar uma economia de R$ 117.500 por ano a
cada 15 mil metros quadrados.
Quanto ao sistema de ancoragem dos shoppings, Stan Eichelbaum,
presidente da Marketing Developments, acredita que os
empreendedores criaram monstros poderosos. Segundo ele, é preciso analisar com cuidado o custo benefício
das âncoras. As lojas de departamentos não
vêm apresentando bons resultados e limitaram-se
a moda e produtos para casa. Ele defendeu a adoção
de âncoras diversificadas e com produtos próprios. |
| Modelos
híbridos despontam no mercado (15/08/2000) |
Modelos
híbridos que reúnem as características
dos shoppings de entretenimento - reservando 20% a 30%
do espaço para mall aberto - e o tradicional
mix de varejo começam a despontar no mercado.
São seis ou sete empreendimentos no mundo que
adotaram o novo perfil com o objetivo de agradar o consumidor,
informou o arquiteto Aníbal Coutinho, que se
dedica a planejamento e projetos de shopping centers.
O modelo ideal de shopping é uma busca constante
dos empreendedores. A grande pergunta hoje é
se os shoppings devem ser de entretenimento com áreas
de varejo ou os tradicionais de varejo com áreas
de entretenimento. "Alguns shoppings fortemente
centrados em varejo começam a aumentar a área
de entretenimento para 25% a 30% do total da ABL. O
que se verifica hoje é a fusão cada vez
maior dos vários segmentos, porque um empreendimento
de varejo não pode ser só varejo e vice-versa",
disse ele.
Uma das fortes características desse novo modelo
é o que Aníbal Coutinho chamou de conteúdo
renovável. "O que torna um shopping vivo
é o conteúdo renovável, ou seja,
cinemas, lojas com boas vitrines com renovação
constante, casas de shows, local para eventos",
explicou. E o grande ativo deste tipo de empreendimento
é a concentração de público.
Algumas atividades são próprias para este
modelo, como o esporte, que permite a instalação
de estádios e arenas. Coutinho apresentou como
exemplo o Arizona Shopping, nos Estados Unidos, que
proporciona um faturamento anual para o empreendedor
de US$ 100 milhões. O Arizona é um dos
maiores shoppings americanos, com um estádio
no centro do empreendimento, cercado por um mall com
215 lojas. Tem dois teatros, museu, centro de convenções
e 30 restaurantes, além das lojas de fast food.
Além disso, possui estação própria
de rádio e televisão.
Uma das ferramentas usadas para dar personalidade aos
empreendimentos é o design. "Os shoppings
são máquinas de vender e o design tem
poderes incríveis sobre a emoção
dos consumidores, afetando o lucro final dos empreendimentos",
afirmou Jeremy Mcmullin, vice-presidente da Designcorp,
empresa canadense especializada em planejamento e design
de shopping centers em vários países.
Ele mostrou uma série de shoppings antes e depois
das reformas. O resultado é um ambiente muito
mais prazeroso e o conseqüente aumento de vendas.
Os projetos trabalham basicamente com uma melhor iluminação
- com amplo uso de clarabóias - e usam cores,
plantas e temas específicos para atrair os consumidores.
Como afirmou Cláudio Guaranys, diretor do Grupo
Brascan, o conceito de gostar do consumidor bastante
divulgado no Congresso constitui um verdadeiro achado.
Este gostar é o elemento intrínseco ao
sucesso de empreendimento. Daí as reformas e
expansões dos shoppings verificadas ultimamente.
O Rio Sul, do grupo Brascan, passou por importantes
reformas com a saída da Mesbla e da C&A,
mudou o perfil do mix e se renova ano a ano. Guaranys
alertou que as pesquisas são importantes para
apontar os caminhos que o empreendimento deve seguir. |
| Mais
espaço para as boas lojas (15/08/2000) |
Em
vez de concentrar um grande número de pequenas
lojas, os shopping centers tendem a aumentar o espaço
das suas satélites. Essa foi uma das conclusões
tiradas no debate sobre questões polêmicas
da comercialização, apresentado no Congresso
Internacional de Shopping Centers pelos empresários
Antônio Paulo Pierotti, da Conshopping, Hugo Salomone,
da Savoy, e Marco Aurélio Jardim, da Shopping
Mall Expertise; além dos lojistas Ricardo Dias,
da Richard's e Pedro Siqueira, da Riachuelo.
"Antigamente, a gente fazia um esforço para
adaptar as lojas ao espaço reduzido que os shoppings
ofereciam. Hoje, o movimento é contrário.
O empreendedor de shopping percebe a necessidade de
espaço de alguns lojistas e entende que atendê-los
significa atrair mais clientes e ter garantia, pois
são lojistas com bom desempenho", explicou
Marco Aurélio Jardim.
Para Ricardo Dias, à medida em que as cadeias
se consolidam é natural que aumentem o mix e
precisem de mais espaço para a exposição
dos produtos e circulação dos clientes.
"Enquanto as cadeias de lojas se expandem, as pequenas,
informais, não profissionais, vão sumindo
pois não resistem mais à concorrência",
disse.
Até as âncoras também tendem a aumentar
o tamanho, conforme anunciou Pedro Siqueira: "a
Riachuelo é um exemplo - há algum tempo
estava reduzindo seus espaços, mas hoje já
tende a um formato de lojas bem grandes". Segundo
Antônio Paulo Pierotti, nos Estados Unidos, e
mesmo no Chile, as lojas de departamento chegam a 8
mil metros quadrados, enquanto no Brasil ainda ocupam
a metade deste espaço.
As concessões que são feitas às
âncoras na relação do espaço
que ocupam e o que pagam do condomínio foram
outro tema do debate. "Em alguns casos as queixas
das lojas satélites são procedentes, porque,
na aflição de fechar um contrato com uma
âncora, muitas vezes são aceitas condições
exageradas", disse Marco Aurélio Jardim.
Também as luvas estiveram em questão:
os empresários foram unânimes ao afirmar
que a cobrança depende da "lei da oferta
e da procura".
"As luvas fazem parte do conjunto da negociação.
Recentemente, houve excesso na oferta de espaços
e por isso o valor diminuiu, o que não quer dizer
que as luvas tendem a acabar", defendeu Hugo Solomone.
O debate abordou ainda outro ponto importante na comercialização
de shoppings; a exigência feita aos lojistas para
que não instalem filiais em outros shoppings
num raio de até 2 quilômetros. "É
uma medida antipática, que pressupõe uma
reserva de mercado e que impede o lojista de responder
livremente à demanda que ele sentir no consumo.
Se pudéssemos rechaçaríamos esta
cláusula", reclamou Pedro Siqueira.
Também com visão de lojista, Ricardo Dias
argumentou: "A gente não pede ao shopping
para não instalar outras lojas de moda masculina
próximas à nossa. Não deve haver
imposição e sim bom senso".
Marco Aurélio Jardim, no entanto, considera justa
a exigência: "O empreendedor aposta muito
no lançamento de um shopping. Ele precisa desse
retorno, dessa segurança, pelo menos no início.
Depois pode renegociar a questão". |
| Mudanças
e Tendências mundiais (15/08/2000) |
Os
vice-presidentes do ICSC (International Council of Shopping
Centers), Michael Kercheval e Scott Harris, alertaram
que nos anos 90 o poder está nas mãos
do consumidor, que agora tem o melhor produto pelo melhor
preço entregue em casa na hora que preferir,
simplesmente usando a Internet. Isto significa dizer
que a estratégia de marketing, antes voltada
para a massa, nos dias atuais tem de ser de um para
um.
Se antes o dinheiro era tudo, agora o tempo é
mais valorizado: são fornos de microondas, telefones
celulares, computadores conectados com o mundo inteiro.
A recomendação dos executivos do ISCS
aos empreendedores de shoppings é não
temer a nova tecnologia da Internet. O desafio é
adotar a nova tecnologia em vez de atacar o e-commerce.
São 200 milhões de clientes em potencial
no mundo inteiro ligados na Internet.
No mundo físico também estão ocorrendo
mudanças. Ao contrário de cinco anos atrás,
os shoppings passaram a abrigar um maior número
de âncoras, chegando até a 10 lojas de
grande porte. E a outra grande tendência é
o foco no entretenimento, o que inclui um ambiente festivo
e design arquitetônico mais agradável.
Dentro deste contexto, observa-se a retomada dos shoppings
abertos. |
| Abordagem
internacional com sabor local (15/08/2000) |
A
filosofia de que apenas os melhores produtos sobrevivem
em uma economia global também se aplica aos shopping
centers. E os shoppings bem sucedidos se parecem no
mundo inteiro, afirmou o consultor canadense Ian Thomas,
da Thomas Consultants Inc. A chave para o sucesso, no
entanto, é pensar globalmente mas agir localmente,
recomendou.
Para tanto, o ideal é usar um layout padrão
e fazer algumas mudanças cosméticas. Isso
significa mudar a aparência física do empreendimento,
de acordo com o ambiente, abrir espaço para lojistas
independentes, a fim de promover uma diferenciação
no mix e incluir uma boa dose de entretenimento, como
restaurantes, boliches, teatros.
A globalização veio para ficar e o que
antes demorava de três a cinco anos para ser copiado
de um mercado para o outro agora leva um ano, disse
ele. Os restaurantes temáticos surgiram no mundo
inteiro, as lojas âncoras são semelhantes
e o comportamento da classe média em busca de
marcas internacionais é igual em todos os cantos
do planeta. A abordagem agora é internacional,
mas tem de ter o sabor local, atestou o consultor.
O presidente da Nacional Iguatemi, Renato Rique, defendeu
o entretenimento como uma forma de romper a padronização
dos shoppings, o que constitui um tendência mundial.
Ele ressaltou também a importância da adaptação
dos projetos à cultura local. E mesmo os shoppings
de entretenimento não podem ficar parados à
espera de público.
Como exemplo ele citou um empreendimento do grupo Nacional
Iguatemi, o Aeroclube Plaza Show, em Salvador, que programa
eventos específicos para cada dia da semana.
A oferta de lazer, no entanto, esbarra na dificuldade
de se encontrar operadores nacionais, disse ele. |
| Desafio é buscar tráfego de qualidade (15/08/2000) |
O
diretor superintendente do grupo Multiplan, Celso Abramovitz,
apontou a comunicação com os consumidores
e a Internet como os novos desafios da indústria
de shopping centers. A grande questão é
como manter um canal de comunicação diante
dos custos da mídia e como agir de forma eficaz
para personalizar o empreendimento, uma vez que os shoppings
tornaram-se muito parecidos.
A indústria precisa resolver o desafio da comunicação
para gerar um tráfego de qualidade, disse o executivo.
Quanto à Internet, ele alertou sobre a necessidade
de uma melhor compreensão dessa nova forma de
varejo e de seu potencial de perigo e de negócios.
Abramovitz reivindicou um melhor relacionamento do governo
com a indústria de shopping centers, a exemplo
do que ocorre com o setor automobilístico. Ele
recomendou que os empresários façam um
lobby maior junto ao governo. Durante os debates sobre
os desafios a serem enfrentados surgiu a proposta de
que o 7º Congresso de Shopping Centers seja realizado
em Brasília, assunto a ser discutido pela direção
da Abrasce.
Quanto aos antigos desafios, Abramovitz enumerou a localização,
pois não há mais locais nas cidades para
novos empreendimentos e a reavalização
do conceito de âncoras. Alertou ainda sobre a
necessidade de dinamização do mix, que
deixou de ser um atração para o consumidor
diante da semelhança dos shoppings, e da geração
de tráfego qualificado. |
| Vale
Desconto e Teresina ganham o Abrasce 2000 (14/08/2000) |
Vale
Desconto Shopping, em São José dos Campos,
São Paulo, e Teresina Shopping, no Piauí,
foram os vencedores do Prêmio Abrasce 2000, nas
categorias Excelência em Gestão e Comunitário
Newton Rique, respectivamente. Renasce, Shopping Center
Lapa, Shopping Itaguaçu e Prudenshopping receberam
o Prêmio de Mérito Excelência em
Gestão, enquanto o Shopping Light e o Grande
Rio ganharam o Prêmio de Mérito Comunitário
Newton Rique.
O Vale Desconto, para enfrentar a crescente competição
com os shoppings tradicionais e mais modernos, teve
de mudar todo o seu posicionamento e acabou transformando-se
no primeiro Power Center da América Latina. O
projeto "A evolução de um sonho" deu certo e acarretou um aumento de vendas de 64%.
"Seja o Papai Noel de uma criança carente"
foi o projeto do Teresina Shopping, que arrecadou 2
mil presentes para 1.100 crianças carentes de
19 entidades assistenciais. O diferencial foi que os
doadores escolhiam as crianças por fotografia,
criando um vínculo emocional.
O projeto Domingo, do Prudenshopping, em São
Paulo, envolveu uma série de ações
de marketing e conseguiu elevar o fluxo de visitantes
em 12% aos domingos. O índice de adesão
dos lojistas passou de 70% para 100%. O shopping ganhou
o Prêmio de Mérito Excelência em
Gestão. O Shopping Itaguaçu, de Santa
Catarina, também fez jus ao Prêmio de Mérito,
com o projeto Top Ouro Itaguaçu, um plano de
incentivo de vendas destinado aos lojistas.
O projeto de revitalização do Shopping
Center Lapa, o mais antigo do país, garantiu-lhe
o Prêmio de Mérito. Ao completar 30 anos,
em 1998, o empreendimento iniciou um reforma completa
que vai do mix das lojas à parte arquitetônica,
o que exigiu um investimento de R$ 3 milhões.
O fluxo aumentou 50% e o aluguel das lojas dobrou.
A Renasce desenvolveu um projeto - Multiplicar, Somar
e Agir - para educar os funcionários próprios
e terceirizados com o objetivo de buscar excelência
em atendimento. Sete shoppings do Grupo participaram
do programa agraciado com o Prêmio de Mérito.
"Isto é a Cara de São Paulo"
foi o projeto que proporcionou ao Shopping Light o Prêmio
de Mérito. O projeto envolveu personalidades
e artistas que emprestaram sua imagem e retrataram a
sua visão de São Paulo por meio de fotos,
pinturas e colagens. As obras foram transformadas em
cartões postais e Calendário e as peças
originais foram leiloadas. Os recursos arrecadados foram
encaminhados para a Fundação Projeto Travessia,
que resgata crianças carentes das ruas da cidade.
O Shopping Grande Rio, com o projeto "Pequeno Jardineiro",
também recebeu um Prêmio de Mérito.
Vinte adolescentes de famílias de baixa renda
aprenderam o ofício de jardineiro, sendo remunerados
durante o projeto. |
| Lojistas
e consumidores em evolução: uma visão
internacional (14/08/2000) |
A
especialista em segmentação de mercado
e identificação de novas oportunidades
para lojistas e produtores, Fátima Whitaker,
presidente da Whitaker Internacional, nos Estados Unidos,
deu uma verdadeira aula de como "ler o consumidor",
ou seja, identificar o desejo mais íntimo do
cliente em potencial. "Falta paixão nos
lojistas que ainda não sabem ler o consumidor
que está à sua frente", argumentou
a consultora.
"As pessoas não precisam de 90% do que compram.
A maioria das escolhas não é necessidade,
é desejo, e saber usar isso pode fazer a grande
diferença do lojista", afirmou. Fátima
alertou que alguns valores mudaram: o tempo dos consumidores
está cada vez menor, e o sentido de idade também
mudou, pois as pessoas agora estão envelhecendo
de uma forma nova, mantendo-se bastante ativas, inclusive
no que se refere a desejos.
Varejo é teatro, é seduzir o cliente a
comprar o que não precisa, enfatizou. Por isso,
não se deve julgar as pessoas mas simplesmente
entender o que se passa em suas cabeças, ensinou
a consultora. Isso significa roupas com lacinhos e babados
para mulheres românticas, objetos exóticos
para os "nômades", que amam a mistura
de culturas, lojas e produtos clássicos para
os mais tradicionais.
A variedade de perfis de consumidores não pára
aí. Fatima selecionou alguns, como os minimalistas,
uma tendência bem atual, adotada por pessoas desprendidas
do passado, ou os "show-offs", que gostam
de aparecer e impactar e consideram a marca o mais importante,
ou ainda os "eco-thinkers", que decoram suas
casas com elementos rústicos. Sem falar nos "artistas",
consumidores que amam as cores e as reiventam. Identificar
estes segmentos é fundamental para definir o
mix e o estilo da loja.
Nos shoppings, tornou-se fundamental concentrar lojas
de produtos afins em um mesmo espaço, disse ela,
lembrando que o consumidor não tem mais tempo
de levar horas procurando um produto que corresponda
a seus desejos. |
| Novas
técnicas de vendas (14/08/2000) |
O
presidente da Ancar Gestão Integrada de Shopping
Centers, Marcos Carvalho, alertou que a oferta de novas
tecnologias é imensa mas ninguém sabe
se elas vão funcionar ou não. "Não
adianta ter ferramentas variadas e sofisticadas se os
lojistas não estiverem prontos para usá-las",
disse ele, argumentando ser fundamental a conscientização
do lojista.
Ele enfatizou também que a interação
com o consumidor é muito mais do que uma lenda
e deve ser usada de acordo com as características
de cada empreendimento. Este conceito ficou bem claro
na palestra de Rebecca Maccardini, com trinta anos de
experiência na indústria de shopping centers.
Rebecca citou exemplos de várias lojas nos Estado
Unidos que usam e abusam da interatividade com o consumidor,
aumentando cada vez mais as suas vendas. Alguns setores
são particularmente propícios a esta estratégia
de marketing, como as lojas de esportes, brinquedos,
artigos para casa e, mais recentemente, até lojas
de cosméticos, um setor que vem explodindo nos
Estados Unidos.
Um bom exemplo de interatividade é a Build a
Bear. Uma loja que vende um único brinquedo:
ursinhos de pelúcia. Mas é marketing puro.
Ao entrar na loja, a criança escolhe a pele do
ursinho na cor e modelo preferidos. Depois recheia o
urso como quiser e ainda escolhe um som para o bichinho.
Quando a mãe pensa que tudo acabou, a criança
é levada para um computador, onde preenche uma
ficha, como o nome do ursinho, dia do aniversário
e a ficha do dono. E quando novamente a mãe acha
que tudo acabou, recebe uma mensagem da loja dizendo
que o ursinho está fazendo um ano e que deve
ganhar um presente. E começa tudo outra vez.
Este projeto tem baixo custo e a idéia pode ser
roubada por qualquer um, sugeriu Rebecca. |
| Via
Parque é campeão de adesões ao Alfabetização
Solidária (14/08/2000) |
| O
Via Parque Shopping recebeu uma homenagem do programa
Alfabetização Solidária por ter
sido o shopping center que conseguiu o maior número
de adesões à campanha realizada pela ABRASCE
de adoção de alunos por pessoas físicas.
O presidente da ABRASCE, Paulo Stewart, também
foi homenageado recebendo uma placa pela iniciativa.
A coordenadora executiva nacional do programa Alfabetização
Solidária, Regina Célia Vasconcelos Esteves,
fez a entrega dos dois prêmios. |
| BNDES
pode modificar exigência de 65% da ABL para financiamento
(14/08/2000) |
O
BNDES poderá modificar a médio prazo a
exigência de que um projeto tenha 65% das lojas-satélite
locadas para ter direito a financiamento do banco. A
informação foi dada pelo gerente responsável
pelas análises de crédito para o segmento
Comércio e Serviços no BNDES, Willian
Saab, durante sua palestra no 6º Congresso de Shopping
Centers. Segundo ele, já há no banco um
conhecimento maior da atividade de shopping center e
uma disposição para "aprimorar"
as condições de financiamento.
Segundo Willian, a "equação custo"
do BNDES pode ser decomposta em três taxas: "a
que mais onera o empreendedor é a TJLP, fixada
pelo Banco Central, e que tende a cair. As outras duas
- o spread básico e o spread de risco - que são
definidas pelo BNDES - já estão sendo
flexibilizadas". O spread básico, antes
de 5,5% ao ano foi reduzido para 3% ao ano na região
Sul e Sudeste e pode chegar a 1,5% nas regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já o spread de
risco está estabelecido em 2% ao ano para os
empréstimos diretos e 4% ao ano para aqueles
feitos através de agentes financeiros. Para reduzir
o peso spread de risco aos empréstimos indiretos
- inferiores a US$ 7 milhões - Willian sugeriu
o uso do Fundo de Garantia para Promoção
de Competitividade (FGPC) - "um fundo de aval,
que permite ao agente ser ressarcido em até 80%
do valor financiado".
Quanto aos parâmetros de contratação
do BNDES, Willian também sugeriu que podem ser
avaliados e flexibilizados conforme o empreendimento:
"nós sabemos que a exigência de 65%
da ABL das satélites comercializada é
penosa, mas já abrimos mão dela em dois
casos, em que reduzimos para 50%". Willian também
lembrou que o limite de participação do
banco equivalente a 30% dos ativos consolidados do empreendedor
inclui ativos referentes a todas as empresas que constituem
o grupo empreendedor.
Nos últimos cinco anos, a participação
do setor de shopping centers entre os empréstimos
do BNDES aumentou de 1% para 7% do total liberado pelo
banco. A indústria responde por 47%; o setor
de infra-estrutura, 37%; a agropecuária, 7%;
e o setor de educação e saúde,
2%.
Willian Saab destacou a geração de empregos
como principal atrativo do setor de shoppings, seguida
pela modernização do comércio e
demanda agregada - arrecadação de impostos
e geração de empregos em outros segmentos.
Depois da apresentação do representante
do BNDES, Leônidas Zelmanovitz, da Mercúrio
DTVM, e Fábio Nogueira, da Brazilian Mortgages,
falaram sobre fundos imobiliários como grande
alternativa para o financiamento do setor de shoppings,
destacando as vantagens da criação de
um mercado secundário e da liquidez que estes
fundos proporcionam aos empreendimentos.
"O imóvel para garantir renda tem que estar
alugado. O investimento financeiro, por sua vez, com
juros menores, tende a uma rentabilidade baixa e instável.
Então o melhor é a coluna do meio - um
investimento que concilia as vantagens da renda fixa
e da renda variável", disse Fábio
Nogueira.
Leônidas Zelmanovitz também destacou que
as estruturas financeiras cada vez mais se adequam aos
propósitos a que são destinadas - "o
que esperamos dos fundos é que sejam veículos
por onde a renda flua entre o empreendedor e o investidor". |
| Também
na Argentina, shoppings rumam para o interior (14/08/2000) |
Passado
o desafio de 24 meses de recessão, os empreendedores
buscam novos mercados na Argentina e rumam para o interior
do país. Hoje, cada província está
desenvolvendo o seu shopping, afirmou Jorge Justo, da
Cencosud. Os shoppings passaram por grandes mudanças,
aumentaram a área de lazer, receberam marcas
internacionais, como Zara e Mango, e hoje respondem
por 13% das vendas do varejo, disse o executivo. O que
deu mais certo, no entanto, foi a abertura de cinemas,
que chamou muito público para o shopping, disse
ele. Os shoppings começam também a se
estabelecer em locais mais distantes da cidade, onde
tem público.
A Argentina não ficou isenta da crise da economia
mundial e viu suas exportações desabarem,
o déficit fiscal aumentar e o investimento estrangeiro
minguar. O equilíbrio fiscal já chegou
mas a reativação da economia depende ainda
das medidas a serem adotadas pelo governo, entre elas
a que diz respeito ao desemprego, afirmou Justo.
Quanto ao e-commerce, ele acredita que a Internet não
vai superar o shopping e nem a compra física.
"Cada novo meio traz características diferentes
e pessoas também diferentes", disse ele,
argumentando que o shopping não é só
compra, mas também um centro de reunião
para a família inteira em conferências,
concertos, desfiles de modas e cursos. Na Argentina
são 2,5 milhões de computadores pessoais,
sendo 1,1 milhão conectados na Internet. Por
enquanto, são poucos sites.
O Chile também não ficou livre da crise
mundial e viu o PIB cair 1,1% em 1999. Mas espera-se
uma retomada do crescimento econômico este ano,
quando o PIB deverá aumentar 6%, basicamente
devido à recuperação das exportações,
afirmou Marcos Moreno, da rede Mall Plaza. Os Fundos
de Pensão foram um dos principais agentes econômicos,
reinjetando o capital na economia.
São 23 shoppings no Chile, responsáveis
por 51% das vendas no varejo. Os investidores são
nacionais, em sua maior parte, enquanto observa-se o
fracasso de redes estrangeiras, como foi o caso da Sears,
e a consolidação das chilenas, disse ele. |
| Argentina
bebeu na fonte brasileira (14/08/2000) |
| "O
Brasil foi nossa estrela guia. Foi quem nos ensinou
o caminho da indústria de shopping centers desde
o final da década de 80. Hoje o mercado é
bem diferente de quando começamos, mas o Brasil
é nossa referência no Mercosul", afirmou
Jorge Justo, da Cencosud. E entidade argentina homenageou
a indústria brasileira de shopping centers, entregando
ao presidente da Abrasce, Paulo Stewart, uma placa comemorativa. |
| Panorama
dos Shopping Centers nas Américas (14/08/2000) |
A
tendência da indústria de shopping centers
é uma só, nos Estados Unidos e nos países
da América do Sul: tornar a experiência
da visita e compras no shopping a mais prazerosa possível,
o que inclui a ampliação das áreas
de entretenimento e conveniência. Esta é
a conclusão do painel Panorama dos Shopping
Centers nas Américas, coordenado pelo presidente
da Abrasce, Paulo Stewart, e que contou com a participação
de empreendedores dos Estados Unidos, Argentina, Chile
e Uruguai.
Paulo Stewart acredita que os shoppings novamente
vão atuar como alternativa de investimento
no Brasil. A expectativa, disse ele, é que
a inflação contida e os juros em declínio
acarretem o aumento do volume de capital circulante.
As dificuldades de novas oportunidades no exterior
fazem do Brasil um bom mercado para o investimento
estrangeiro. Mesmo assim, a entrada do capital estrangeiro
precisa ser estimulada. Hoje 64% dos empreendimentos
são financiados com capital próprio
sendo o BNDES a única alternativa financeira.
O Brasil é o nono país do mundo em poder
de compra, devendo passar para o quinto lugar no ranking
em 2001, segundo Stewart. O país tem 62% da
ABL da América do Sul, 62% dos shoppings centers
e 65% das lojas. São 222 empreendimentos, dos
quais 22 em construção. No primeiro
semestre, segundo os resultados de pesquisa realizada
pela Nielsen, as vendas cresceram 6,9% em relação
ao mesmo período do ano passado, 23% no tíquete
médio e 1% no tráfego. Stewart revelou
que, segundo a pesquisa, o aumento real das receitas
de aluguel foi de 16,7%. |
| Crises
sucessivas prejudicam varejo uruguaio (14/08/2000) |
Os
shoppings no Uruguai registraram uma queda de 15%
nas vendas no ano passado, como reflexo direto da
queda de 3% do PIB decorrente das sucessivas crises
mundiais que repercutiram na economia uruguaia. A
situação econômica do país
ainda é difícil mas as quedas nas vendas
já acabaram, afirmou Carlos Lecueder, do Estudio
L.E. Lecueder, administradora de shoppings.
A indústria de shopping centers no Uruguai
tem praticamente uma década. São cinco
shoppings, que nos últimos dois anos passaram
por ampliações, destinando maior espaço
para entretenimento. Lecueder resssalva, no entanto,
que o crescimento do setor de lazer realmente atrai
mais público ao shopping mas não necessariamente
promove um aumento de vendas. Segundo ele, os empreendimentos
não devem apresentar um excesso de entretenimento.
Agora a indústria começa a buscar novos
mercados fora de Montevidéu, iniciando a construção
de shoppings em Las Piedras e Colonia. Na capital
são quatro empreendimentos para uma população
de 1,5 milhão de habitantes, totalizando 600
lojas.
Quanto à entrada dos shoppings no e-commerce
a experiência uruguaia não vem obtendo
êxito. O Montevidéu On Line, que entrou
na WEB no início de 1999, não tem conseguido
bons resultados em vendas, embora o número
de navegantes no site seja razoável, revelou
Lecueder. "O e-commerce ainda está de
fraldas no Uruguai", disse ele. Os empreendedores
não podem ficar arcando prejuízos por
longo tempo e o e-commerce há muito tempo está
no vermelho, afirmou. O ideal é fazer do site
apenas um ponto de apresentação das
lojas e seus produtos, deixando as vendas para serem
realizadas nos shoppings. |
| Tasso
vê Brasil pronto para crescimento sustentado (14/08/2000) |
Ao
contrário do que vem sendo publicamente difundido,
o Brasil conquistou, nos últimos seis anos, avanços
bem mais significativos no âmbito social do que
no âmbito econômico financeiro. Quem garante
isso é o governador do estado do Ceará,
Tasso Jereissati, que fez a abertura do VI Congresso
Internacional de Shopping Centers, em São Paulo.
O governador apresentou indicadores sociais - queda
na taxa de analfabetismo infantil de 40% em 1991 para
22% em 1999, por exemplo - e afirmou que, no máximo
em dez anos, o Brasil terá um nível de
crescimento social equivalente ao de países desenvolvidos.
Em contrapartida, criticou os altos índices de
concentração de renda. "Os grandes
problemas sociais que nós enfrentamos não
decorrem da pobreza e sim das disparidades. A violência,
por exemplo, não é maior nas regiões
mais pobres e sim nas capitais onde a concentração
de renda é maior".
Tasso Jereissati fez estas considerações
na abertura do evento para uma platéia lotada
de empresários do setor varejista e de shopping
centers - segundo ele, empresários que "devem
enxergar os seus negócios em um contexto global
e que podem contribuir fortemente para uma melhor distribuição
da renda e para o conseqüente crescimento econômico
sustentado".
Ainda segundo o governador, o Brasil, hoje, tem uma
estrutura de governo muito mais avançada e leve.
"Desde 94, vem sendo implementadas uma série
de reformas que já mostram resultados efetivos.
A começar pelas privatizações que
provocaram uma enorme mudança na concepção
do poder, acabando com uma estrutura que favorecia a
troca de favores e as manobras entre executivo, legislativo
e judiciário". Tasso Jereissati também
fez referência à Lei de Responsabilidade
Fiscal, "sem a qual a estabilidade da moeda seria
passageira, pois não haveria controle efetivo
dos governos sobre suas contas".
Tasso Jereissati finalizou sua apresentação
dizendo que o país está pronto para entrar
em um ciclo de crescimento efetivo - que não
é "fogo de palha". |
| ABRASCE
homenageia "ícones da indústria" (14/08/2000) |
| Na
abertura do 6º Congresso de Shopping Centers
foi feita uma homenagem aos ex-presidentes da ABRASCE
e aos empreendedores pioneiros do setor no país.
Eles foram chamados pelo presidente da ABRASCE, Paulo
Stewart, de "ícones da indústria",
por sua importância da história dos shopping
centers do país. Estavam presentes e receberam
uma placa das mãos de Paulo Stewart: Jacky
Delmar, Sérgio Carvalho, Renato Rique e Henrique
Falzoni. Receberam a homenagem "in memorian"
Alfredo Mathias, Donald Stewart Junior e Newton Rique.
Os outros homenageados foram: Carlos Francisco Ribeiro
Jereissati, Célio Pinto de Almeida, Eugênio
Agostini Netto, José Isaac Peres e Paulo Malzoni. |
| BRASIL É O 10º DO MUNDO EM SHOPPINGS (14/08/2000) |
A
indústria de shopping centers no Brasil está
entre as dez maiores do mundo em ABL (Área
Bruta Locável), ou área de lojas, padrão
internacional para medir o tamanho de shoppings. São
222 shoppings espalhados pelo país, dos quais
200 em operação, com 4,9 milhões
de metros quadrados de ABL. O país tem 33.579
lojas-satélite, 583 lojas-âncora e 830
salas de cinema.
Em relação à América do
Sul, o Brasil é o grande destaque com 62% da
ABL, 62% dos shoppings e 65% das lojas.
A ABRASCE (Associação Brasileira de
Shopping Centers) tem 160 shoppings filiados, o que
signifca 73% do total de shoppings do país,
gerando 283 mil empregos diretos. |
| Mário
Covas abre VI Exposhopping (13/08/2000) |
O
governador de São Paulo, Mário Covas,
abriu no domingo a VI Exposhopping, que reune 33 expositores
entre os principais empreendedores, administradores
e fornecedores da indústria de shopping centers.
Em seu discurso, o governador ressaltou o bom momento
econômico que vive o país, o que faz
prever um período de crescimento. Covas lembrou
ainda a importância de que se realize a reforma
tributária.
Bem humorado, Covas passeou pela feira acompanhado
do presidente da ABRASCE (Associação
Brasileira de Shopping Centers), parando em diversos
stands e ouvindo atentamente as explicações
dos expositores. Ele chegou a testar, sempre acompanhado
de Stewart, um simulador de vôo, um brinquedo
que está em exposição no stand
da fornecedora Fionda.
Paulo Stewart, no discurso de abertura, traçou
um raio-x da indústria de shopping centers,
com 200 shoppings em funcionamento no país,
sendo que 160 deles filiados à ABRASCE. Lembrou
também que o faturamento do setor no ano passado
foi de R$ 20,9 bilhões e que o setor gera 380
mil empregos diretos. |
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